Publicidade

Notícias

Presidente da Juazeirense ameaça árbitro de prisão após polêmica contra o Bahia: “Sou autoridade”

O empate em 1 a 1 entre Juazeirense e Bahia, pela 7ª rodada do Campeonato Baiano, terminou em clima de guerra no Estádio Adauto Moraes. Além da queda de uma torre de iluminação durante a partida, o pós-jogo foi marcado por uma cena ainda mais grave: o presidente da Juazeirense, Roberto Carlos Almeida Leal, ameaçou mandar prender o árbitro da partida, Eziquiel Sousa Costa.

Deputado estadual, o dirigente afirmou ser uma “autoridade” e disse ter esse direito após se revoltar com a atuação da arbitragem, especialmente pela anulação de um pênalti nos minutos finais, lance que poderia ter dado a vitória ao time do interior. Nesta fase do Baianão, não há uso do VAR, o que só aumentou a tensão.

A súmula revela o que aconteceu

Toda a confusão foi registrada oficialmente na súmula da partida, divulgada pela Federação Bahiana de Futebol (FBF). Segundo o árbitro, dirigentes e torcedores da Juazeirense invadiram o campo logo após o apito final, partindo de forma agressiva para cima da equipe de arbitragem.

Eziquiel relata que o próprio presidente do clube se aproximou de forma hostil:

“Vocês roubaram meu time, você não tem consciência, seu ladrão safado. Vocês não vão dormir à noite. Eu poderia mandar prender você porque eu sou autoridade.”

De acordo com o documento, Roberto Carlos precisou ser contido por policiais militares e por outras pessoas no estádio para evitar que a situação fugisse ainda mais do controle.

Dirigentes também partiram para o ataque

A súmula ainda registra ofensas de outros membros da diretoria. O diretor Sérgio Fernandes dos Santos teria dito aos árbitros:

“Vocês roubaram a gente, safados. A gente trabalha a semana toda e você vem aqui fazer isso. Não precisa roubar para o Bahia, eles já estão classificados.”

O pênalti que incendiou o jogo

O confronto teve dois gols, ambos de pênalti. Mas a grande polêmica veio já nos acréscimos do segundo tempo. O árbitro marcou pênalti para a Juazeirense após um chute de Romarinho supostamente tocar na mão do zagueiro Gabriel Xavier, do Bahia.

Após minutos de paralisação e muita reclamação, a decisão foi anulada, com a justificativa de que a bola teria atingido o rosto do defensor, e não o braço.

Até o técnico do Bahia, Rogério Ceni, ironizou a situação:

“Depois que colocaram o VAR no Baiano ficou assim, né? O mais impressionante é a convicção com que o árbitro marca o pênalti. Aí você vai lá brigar pela verdade e leva cartão. Deve ter vindo uma voz do além para dizer que bateu no rosto do jogador.”

Publicidade

Publicidade