Instalada oficialmente em janeiro, a ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) já começou a agir com mão firme. Criado para ser o braço fiscalizador do novo Fair Play Financeiro brasileiro, o órgão colocou 40 transferências realizadas neste início de 2026 sob monitoramento direto, deixando claro que a era da tolerância com atrasos e calotes chegou ao fim.
A mensagem aos clubes é objetiva: o cronograma de sustentabilidade não é uma recomendação, é uma regra. Todos os acordos fechados neste ano precisam seguir rigorosamente os prazos e valores estabelecidos. Qualquer descumprimento pode gerar sanções imediatas.
Na prática, isso significa que nenhuma operação financeira poderá gerar inadimplência. Os clubes passam a ser obrigados a manter disciplina total nos pagamentos assumidos ao longo de 2026, sob pena de punições que podem afetar diretamente sua capacidade de contratar e competir.
O raio-x das fiscalizações
Das 40 negociações já mapeadas pela agência, a maioria envolve clubes da Série A, mas a Série B também entrou no radar da fiscalização:
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Série A: 31 transferências
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Série B: 9 transferências
Entre os negócios sob vigilância estão operações de grande impacto, como a ida do volante Marlon Freitas para o Palmeiras. Em todos os casos, valores, prazos e formas de pagamento precisam estar registrados com precisão no sistema da CBF.
Além disso, os clubes terão de preencher formulários de autodeclaração em três janelas fixas ao longo do ano: março, julho e novembro. Fora desse calendário, a ANRESF também manterá um canal permanente de denúncias, permitindo que atletas e outros clubes comuniquem atrasos a qualquer momento.
Por enquanto, até novembro, o foco das punições recai apenas sobre contratos firmados em 2026. Mas o aviso já está dado: a partir de dezembro, o cerco se amplia e passará a incluir também dívidas de anos anteriores, elevando ainda mais o nível de rigor do novo modelo de controle financeiro do futebol brasileiro.




