O Cruzeiro não pretende se mexer no mercado nas próximas semanas. Mesmo com problemas recentes na defesa, a diretoria celeste decidiu manter o planejamento e apostar no grupo que já está nas mãos de Tite. A palavra de ordem é estabilidade, financeira e esportiva.
O executivo de futebol Bruno Spindel foi direto ao tratar do tema. A lesão de Jonathan Jesus, que ficará fora por pelo menos quatro semanas, acendeu o alerta na torcida, mas não nos bastidores da Toca da Raposa.
“A gente julga que o elenco está fechado. Não é ideia nossa trazer mais ninguém. Lógico que a gente está atento ao mercado. A lesão do Jonathan não é grave. É de prazo curto de recuperação. Não é uma lesão a longo prazo que precisa repor”, afirmou Spindel ao canal HG Play.
Com isso, a zaga seguirá sendo sustentada pelo trio Fabrício Bruno, João Marcelo e Villalba, este último ainda em processo final de recuperação física. Se houver necessidade, Tite poderá recorrer à base, com Bruno Alves e Janderson, jovens vistos internamente como apostas para o futuro.
Walace fica, e Tite ganha reforço “caseiro”
Outra decisão importante foi a permanência de Walace. O volante vinha recebendo sondagens e chegou a ficar fora dos últimos jogos, o que levantou rumores de saída. No entanto, nenhuma proposta atingiu os valores desejados pelo clube, e a diretoria bateu o martelo: ele segue na Toca.
“O Walace fica no Cruzeiro. Treinar, ele treina normalmente. Está liberado para o Tite. Agora é uma decisão técnica dele. Um jogador muito grande, campeão olímpico, com sucesso na Europa. A gente entende que deveria tratar com o devido respeito”, explicou Spindel.
Na prática, Tite ganha um reforço importante sem precisar ir ao mercado.
Vendas estratégicas e foco no futuro
As saídas de Cauan Baptistella (para o Metalist) e Kauã Prates (para o Borussia Dortmund) também foram tratadas como parte de uma estratégia bem definida. O Cruzeiro aposta em nomes como Rhuan Gabriel e Felipe Morais, que já estão mais próximos de uma transição efetiva ao profissional.
No caso de Kauã Prates, a diretoria vê a negociação como um divisor de águas. Além de manter percentual em uma futura venda, o clube projeta que a operação possa se tornar a maior da história do Cruzeiro, ampliando a força da marca celeste no mercado internacional.
Apesar de monitorar a lateral esquerda, especialmente com a saída definitiva de Kauã prevista para agosto, o Cruzeiro só pretende voltar ao mercado na janela de inverno, entre julho e agosto.
Por enquanto, a diretoria banca o elenco, confia no trabalho de Tite e aposta que o equilíbrio fora de campo será o combustível para resultados dentro dele.




