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Di María avalia Messi e Cristiano Ronaldo: “Cris era dedicação, Messi tinha dom divino”

Um dos poucos jogadores da sua geração a atuar lado a lado com Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, o meia argentino Ángel Di María, atualmente no Rosario Central, fez declarações sinceras sobre a eterna comparação entre os dois craques. Em entrevista ao portal espanhol As, o veterano destacou diferenças fundamentais entre os astros e relembrou sua própria trajetória no futebol mundial.

Segundo Di María, Cristiano Ronaldo se sobressai pela ética de trabalho e pela incansável busca pela excelência. Messi, por sua vez, teria um talento inato, quase “divino”, que o colocaria em outro patamar.

“Cris era pura dedicação e esforço para ser o número um, mas Messi, tomando mate no vestiário, mostrou mais tarde que tinha um dom divino para ser o melhor”, afirmou o argentino.

Di María ressaltou que a convivência com Cristiano Ronaldo foi uma grande inspiração ao longo de sua carreira, especialmente pela disciplina e pelo foco em objetivos pessoais. Ao mesmo tempo, reconheceu que Messi tornou o caminho de Ronaldo ainda mais desafiador:

“Em termos de profissionalismo, Cristiano é o número um disparado. Sua ética de trabalho e capacidade de manter o nível, competindo com Messi, foram realmente louváveis, mas ele coincidiu com a era de Leo Messi, o que complicou significativamente seu objetivo.”

Di María se afasta de comparações com Messi e Maradona

O jogador também comentou sobre declarações do lendário César Luis Menotti, campeão mundial com a Argentina em 1978, que chegou a compará-lo a Diego Maradona e Messi. Apesar da honra, Di María se mostrou humilde:

“Fiquei muito grato a César por aquelas palavras, mas não concordei com elas, pois ambos pertencem a outro patamar. Foi um elogio gentil, e quando o encontrei, agradeci pessoalmente, mas sei que estou muito distante de ambos.”

Trajetória de “El Fideo”

Apelidado carinhosamente de “El Fideo”, Di María construiu uma carreira de destaque, muitas vezes subestimado, mas essencial em momentos decisivos. Aos 37 anos, o argentino se prepara para encerrar a carreira no clube que o revelou, o Rosario Central, após passagens marcantes por Benfica, Real Madrid, Manchester United, Paris Saint-Germain e Juventus.

No Real Madrid, entre 2010 e 2014, Di María brilhou ao ser eleito MVP da final da “La Décima” da Champions League. No PSG, consolidou-se como o maior assistente da história do clube. Entre 2023 e 2026, retornou ao Benfica, mantendo alto nível técnico e experiência, antes de voltar à Argentina.

Um ícone na Seleção Argentina

Pela Albiceleste, Di María se tornou o “homem das finais”, decisivo em conquistas como a Copa América de 2021, a Finalissima e a Copa do Mundo de 2022. Seu último grande ato pela seleção veio com a vitória na Copa América de 2024, encerrando uma carreira internacional lendária, sempre ao lado de Messi e deixando um legado de inteligência tática, velocidade e precisão nos momentos que mais importavam.

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