A instabilidade política e administrativa que tomou conta do São Paulo atinge agora uma dimensão crítica: o contrato de naming rights com a Mondelez, responsável pela marca BIS, corre risco real de não ser renovado ao final de 2026. A informação foi divulgada pelo jornalista Pedro Lopes, do portal UOL.
O acordo atual, que batizou o estádio como MorumBIS, está em vigor até o fim deste ano, mas a proximidade do prazo e a falta de garantias institucionais criaram um ambiente desfavorável para a continuidade do investimento. Fontes próximas à Mondelez apontam que a empresa avalia a situação com cautela, e uma renovação só seria possível caso o clube promova mudanças radicais em sua governança nos próximos meses.
Riscos de imagem versus necessidade de receita
Do lado do patrocinador, o principal receio é a associação de uma marca global a uma instituição envolta em investigações oficiais. A avaliação interna sugere que o valor da exposição pode não compensar o risco reputacional provocado pelas denúncias e manchetes policiais envolvendo o São Paulo.
O cenário de incerteza ganhou força após o impeachment e a renúncia do ex-presidente Julio Casares, resultado das investigações que abalaram a alta cúpula tricolor.
Por outro lado, integrantes da gestão do clube tentam minimizar o impacto da crise nas negociações. Segundo interlocutores, as conversas com a Mondelez já não apresentavam evolução satisfatória mesmo antes do agravamento da turbulência política.
Desafio para o marketing e para novos investidores
Apesar do otimismo de alguns dirigentes, o mercado enxerga o impasse como um desafio para o marketing tricolor. Caso a saída da Mondelez se confirme, o São Paulo terá de convencer novos investidores de que a crise é passageira e que o ativo comercial do estádio permanece valorizado.
Enquanto a governança não for pacificada, a busca por um substituto de peso para o naming rights tende a ser mais complexa e demorada do que o esperado, pressionando ainda mais as finanças do clube.




