Senegal escreveu mais um capítulo dourado de sua história no futebol africano. Em uma final marcada por emoção, polêmicas e tensão até o último minuto, a seleção senegalesa venceu o Marrocos por 1 a 0 neste domingo (18), no Stade Prince Moulay Abdallah, e conquistou o bicampeonato da Copa Africana de Nações.
O gol do título saiu apenas na prorrogação, com Pape Gueye, que apareceu como herói improvável para decidir uma partida que teve de tudo: gol anulado, pênalti desperdiçado, ameaça de abandono de campo e nervos à flor da pele.
Com a conquista, Senegal chega ao seu segundo título continental e consolida sua ascensão entre as grandes forças do futebol africano. Já o Marrocos, campeão em 1976, volta a bater na trave e permanece com apenas uma taça no currículo, distante dos maiores vencedores do torneio, liderados pelo Egito.
Final intensa, polêmica e nervosismo no tempo normal
Durante os 90 minutos regulamentares, Senegal foi superior. Com mais posse, intensidade e presença ofensiva, os Leões da Teranga rondaram a área marroquina e estiveram mais próximos do gol. Marrocos, por sua vez, apostava em saídas rápidas, mas pouco conseguiu incomodar.
O ápice da tensão veio nos acréscimos. Senegal chegou a balançar as redes, levando o estádio ao delírio, mas o árbitro anulou o gol por falta na origem da jogada sobre Hakimi. A decisão gerou revolta imediata e muita discussão em campo.
Pouco depois, o VAR entrou novamente em cena e chamou o árbitro para revisar um possível pênalti para o Marrocos. A penalidade foi confirmada e a situação saiu do controle: em protesto, o técnico de Senegal ordenou que seus jogadores deixassem o gramado. Coube a Sadio Mané, líder e capitão, convencer os companheiros a retornar para que a final tivesse continuidade.
Absolute chaos as Senegal supporters try to storm the pitch after a shocking refereeing call!
pic.twitter.com/h2ua88jpJM— No Context Prem (@NoContextEPL) January 18, 2026
Na cobrança, Brahim Díaz tentou uma cavadinha, mas Mendy mostrou frieza, defendeu com facilidade e manteve o placar zerado. O empate sem gols levou a decisão para a prorrogação.
Gueye decide e Senegal escreve a história
No tempo extra, a persistência senegalesa foi finalmente recompensada. Logo aos três minutos da primeira etapa da prorrogação, Pape Gueye recebeu passe no meio, arrancou com personalidade e finalizou da entrada da área para marcar um belo gol e explodir a torcida senegalesa.
🚨⚽️ Pape Gueye (24) scores in the AFCON final! What a strike! 🇸🇳 pic.twitter.com/jyoWwdgE5N
— EuroFoot (@eurofootcom) January 18, 2026
A partir daí, o jogo ficou aberto e dramático. Marrocos se lançou ao ataque em busca do empate, enquanto Senegal tentava matar o confronto nos contra-ataques. As chances surgiram para os dois lados, mas o placar permaneceu inalterado até o apito final.




