No futebol moderno, a cadeira de treinador se tornou sinônimo de risco. Basta uma sequência de resultados negativos para que projetos inteiros sejam colocados em xeque e anos de trabalho se percam em poucas semanas. A longevidade, hoje, é um artigo de luxo.
Nem mesmo as cinco grandes ligas europeias, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França, escapam dessa lógica. Se antes nomes como Sir Alex Ferguson e Arsène Wenger pareciam eternos, agora as demissões se tornaram rotina. Prova disso veio nesta segunda-feira (5), quando o Manchester United anunciou a saída de Ruben Amorim.
Em meio a esse cenário instável, alguns treinadores desafiam o tempo e seguem firmes no comando de seus clubes.
Tabela de longevidade (dados atualizados em janeiro/2026)
Frank Schmidt 🇩🇪 — Heidenheim
18 anos, 3 meses e 23 dias
Diego Simeone 🇦🇷 — Atlético de Madrid
14 anos e 15 dias
Pep Guardiola 🇪🇸 — Manchester City
9 anos, 6 meses e 7 dias
Mikel Arteta 🇪🇸 — Arsenal
6 anos e 16 dias
Manuel Pellegrini 🇨🇱 — Betis
5 anos, 5 meses e 7 dias
Marco Silva 🇵🇹 — Fulham
4 anos, 6 meses e 7 dias
Frank Schmidt: a lenda viva do Heidenheim
No cargo há mais de 18 anos, Frank Schmidt é um verdadeiro caso à parte no futebol mundial. Ele assumiu o Heidenheim quando o clube ainda disputava a quinta divisão alemã e, passo a passo, conduziu a equipe até a elite. O ápice veio com a histórica classificação para competições europeias, consolidando uma das trajetórias mais impressionantes do futebol moderno.
Diego Simeone: o Atlético tem o DNA do “Cholo”
É impossível separar o Atlético de Madrid da figura intensa de Diego Simeone. Há 14 anos no comando, o argentino transformou os Colchoneros em uma potência competitiva, capaz de rivalizar com Real Madrid e Barcelona. Mais do que títulos, Simeone entregou identidade, alma e uma mentalidade vencedora ao clube.
Pep Guardiola: a revolução azul em Manchester
Muitos imaginavam que o estilo exigente de Pep Guardiola renderia ciclos curtos, como aconteceu em Barcelona e Bayern de Munique. No Manchester City, porém, o catalão encontrou o ambiente ideal para construir uma dinastia. Prestes a completar uma década no clube, Guardiola empilhou títulos da Premier League e redefiniu o futebol inglês com sua filosofia de jogo.
Mikel Arteta: o resgate da identidade dos Gunners
Chegar ao Arsenal após a era Wenger não era tarefa simples. Ainda assim, Mikel Arteta encarou o desafio e, ao longo de seis anos, consolidou um projeto próprio. Com um elenco jovem, intenso e competitivo, o ex-auxiliar de Guardiola devolveu o Arsenal ao protagonismo e às disputas pelo topo da Inglaterra.
Manuel Pellegrini: o “Engenheiro” do Betis
Aos 72 anos, Manuel Pellegrini segue desafiando o tempo. Em mais de cinco temporadas no Real Betis, o técnico chileno trouxe estabilidade e consistência raras ao clube andaluz. Sob sua liderança, o Betis virou presença constante em competições europeias e conquistou a Copa do Rei em 2022.
Marco Silva: estabilidade em Craven Cottage
Fechando a lista, Marco Silva representa o valor da continuidade. Em quatro anos e meio, o português levou o Fulham de volta à Premier League e transformou o clube em uma equipe sólida, organizada e respeitada na elite inglesa.




