A sexta-feira (28) foi de terremoto político no São Paulo. Um dia após a goleada sofrida por 6 a 0 contra o Fluminense, o clube confirmou o desligamento de Carlos Belmonte do cargo de diretor de futebol. A decisão partiu do próprio dirigente e simboliza mais um capítulo da crise que tomou conta do Morumbi.
Belmonte não saiu sozinho: Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Ambrogi também deixaram o departamento de futebol. Apesar do desmanche, duas figuras importantes permanecem, o executivo Rui Costa e o coordenador técnico Muricy Ramalho, que seguem responsáveis pelo futebol e pelo planejamento para 2026.
Em nota oficial, o clube comunicou:
“O São Paulo Futebol Clube informa que Carlos Belmonte Sobrinho, Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Ambrogi deixam de ter suas atribuições no departamento de futebol. O executivo Rui Costa e o coordenador Muricy Ramalho seguem no comando do futebol e planejamento para 2026.”
A saída de Belmonte ocorre em meio a uma crise de relacionamento com o presidente Julio Casares. Os dois já vinham acumulando divergências em decisões estratégicas, e a tendência é que se tornem adversários diretos nas eleições do próximo ano. Agora, porém, o cenário político esquentou de vez.
Ainda nesta sexta-feira, um grupo oposicionista iniciou um movimento para pedir ao Conselho Deliberativo o impeachment de Casares, alegando gestão temerária. A coleta de assinaturas já está em andamento e promete elevar ainda mais a tensão nos bastidores tricolores.
Com o ambiente interno em ebulição, o São Paulo terá de voltar as atenções ao campo já na próxima quarta-feira (3). Pela 37ª rodada do Brasileirão, o Tricolor encara o Internacional, às 20h (de Brasília), na Vila Belmiro, um duelo que chega em momento crítico, com pressão máxima e clima político incendiado.




