O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, não terá seu julgamento pelo Pleno do STJD nesta quinta-feira (30). O recurso do jogador questiona a punição de 12 jogos de suspensão aplicada por supostamente beneficiar apostadores.
O adiamento ocorreu devido à megaoperação policial nos Complexos do Alemão e da Penha, que deixou mais de 121 mortos, incluindo quatro policiais, e resultou na prisão de 113 pessoas. Segundo o “ge”, todas as sessões do STJD foram suspensas durante a semana por conta da situação de segurança no estado.
Ainda não há nova data definida para o julgamento. Enquanto isso, Bruno Henrique permanece à disposição do Flamengo, inclusive embarcou com a delegação para a Argentina, onde o time enfrenta o Racing, nesta quarta-feira (29), pela volta da semifinal da Libertadores. Com a vitória de 1 a 0 no jogo de ida, o Flamengo se classifica para a final com empate ou vitória.
Entenda a acusação
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O caso remonta ao Campeonato Brasileiro de 2023, na derrota do Flamengo para o Santos (2 a 1), em Brasília, quando Bruno Henrique recebeu amarelo e vermelho nos acréscimos.
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Em novembro de 2024, o jogador foi alvo de operação da Polícia Federal e do Ministério Público do Rio de Janeiro.
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Em abril de 2025, foi indiciado por fraude e estelionato:
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Fraude: 2 a 6 anos de prisão
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Estelionato: 1 a 5 anos de reclusão
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Segundo as investigações, o irmão de Bruno Henrique, Wander Nunes Júnior, teria apostado na ocorrência do cartão vermelho e repassado a informação, com outros familiares também envolvidos.
O jogador segue com efeito suspensivo, podendo atuar normalmente até o julgamento ser concluído.




