A diretoria da CBF interveio diretamente e determinou o afastamento dos árbitros envolvidos nos jogos São Paulo x Palmeiras e Grêmio x RB Bragantino, válidos pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, após lances polêmicos que geraram forte repercussão negativa. A decisão ocorreu mesmo contra a vontade inicial da Comissão de Arbitragem, que resistia a aplicar punições, especialmente ao árbitro Ramon Abatti Abel.
No clássico paulista, Ramon Abatti Abel (campo) e Ilbert Estevam da Silva (VAR) foram os responsáveis por uma arbitragem amplamente criticada pelo São Paulo, após a não marcação de um pênalti em lance entre Allan (Palmeiras) e Tapia (São Paulo), quando o time tricolor ainda vencia por 2 a 0. O Palmeiras virou o jogo e venceu por 3 a 2, aumentando a revolta dos são-paulinos, que divulgaram uma nota oficial acusando prejuízo claro pela condução da partida.
Em Porto Alegre, na mesma rodada, o árbitro Lucas Casagrande e o VAR Gilberto Rodrigues Castro Junior foram alvos de críticas do Grêmio por dois lances decisivos: a expulsão contestada de Kannemann no primeiro tempo e um pênalti marcado nos minutos finais a favor do RB Bragantino, que mudaram o rumo do jogo.
Diante da pressão pública e de bastidores, a CBF anunciou o afastamento dos árbitros envolvidos, que agora passarão por reciclagem com treinamentos e avaliações internas, sem previsão de retorno imediato.
Segundo o jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, a decisão só foi tomada após pressão direta da alta cúpula da CBF, uma vez que a Comissão de Arbitragem, comandada por Wilson Seneme, inicialmente se mostrava relutante em punir Ramon Abatti Abel. Internamente, há um crescente incômodo por parte de Samir Xaud, presidente interino da CBF, e de seus aliados, com o nível das atuações da arbitragem.




