A crise entre Flamengo e os demais clubes da Libra (Liga do Futebol Brasileiro) ganhou um novo e inflamado capítulo nesta semana. Em entrevista ao programa Esporte Record, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, não poupou críticas ao Rubro-Negro após a ação que bloqueou judicialmente o pagamento de R$ 77 milhões em direitos de TV aos clubes integrantes da liga.
Sem meias palavras, Leila sugeriu a criação de uma nova liga nacional sem o Flamengo.
“A minha sugestão seria nós criarmos uma outra liga excluindo o Flamengo. Acho que o Flamengo deveria jogar sozinho. Nenhum clube é maior do que o futebol brasileiro. O Palmeiras não joga sozinho, e o Flamengo não joga sozinho — só se ele quiser jogar ele contra o sub-20 dele”, disparou a mandatária alviverde.
Ela foi além, questionando a postura isolacionista do clube carioca:
“Acho que seria bonito nós formarmos uma nova liga excluindo o Flamengo, e aí o Flamengo joga com ele mesmo. Quero ver a audiência que vai ter. Acho muito difícil gestores com essa mentalidade. Isso não engrandece em absolutamente nada o futebol brasileiro.”
Entenda a polêmica
Na semana passada, o Flamengo conseguiu uma liminar na Justiça do Rio de Janeiro que bloqueia a distribuição de R$ 77 milhões em cotas de TV do Brasileirão referentes aos clubes da Libra, grupo que, além do Rubro-Negro, inclui Palmeiras, São Paulo, Atlético-MG, Bahia, Grêmio, Santos, Vitória e Red Bull Bragantino.
O valor total que pode ser travado até o fim do ano chega a R$ 230 milhões, o que causou revolta entre os demais clubes. A avaliação geral é que a ação do Flamengo visa asfixiar financeiramente os outros membros do bloco, gerando desgaste político e institucional.
Em nota oficial, a Libra reafirmou que a decisão de manter o modelo atual de distribuição de receitas foi aprovada democraticamente e que a entidade vai defender o cumprimento dos contratos:
“Mesmo se tratando de um tema debatido exaustivamente no passado, o assunto voltou à pauta e foi submetido à vontade democrática de todos os membros, que votaram pela manutenção do formato atual.”




