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Fim da escala 6×1 pode mudar rotina dos clubes de futebol em 2027

O fim da escala de trabalho 6×1 deverá provocar mudanças na rotina do futebol brasileiro. Com a previsão de dois dias de descanso remunerado por semana, os clubes terão de reorganizar a programação de treinamentos, viagens, concentrações e utilização dos elencos para se adequar às novas regras.

A mudança está prevista para entrar em vigor em 16 de dezembro de 2026, dois meses após a publicação da Emenda Constitucional nº 141/2026, ocorrida em 16 de outubro, conforme as informações fornecidas.

No futebol, a alteração exigirá atenção especial ao calendário de jogos, já que muitas equipes disputam simultaneamente o Campeonato Brasileiro, torneios estaduais e competições continentais.

Clubes terão de rever planejamento para 2027

O período de férias deverá ser utilizado pelas equipes para adaptar o planejamento à nova jornada de trabalho. A partir da temporada de 2027, os clubes precisarão organizar a rotina dos jogadores de modo a garantir dois dias de descanso por semana, conforme a regra descrita.

A mudança poderá exigir ajustes na distribuição dos treinamentos e na gestão do elenco, especialmente em períodos com partidas em sequência e deslocamentos frequentes.

Uma das principais questões será conciliar o descanso dos atletas com as exigências de um calendário esportivo que reúne competições nacionais, estaduais e internacionais.

Viagens e concentrações não serão consideradas folga

Um dos pontos destacados é que viagens e concentrações não poderão ser contabilizadas automaticamente como dias de descanso.

Mesmo que o jogador não participe de treinamentos, ele continua cumprindo obrigações profissionais quando precisa viajar com a equipe, permanecer concentrado ou seguir determinações do clube.

Por isso, as equipes terão de diferenciar os períodos de descanso efetivo das atividades relacionadas ao trabalho, ajustando suas programações para atender às novas exigências.

Sindicato negocia regras para a categoria

O Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo já discute regras coletivas relacionadas à organização do trabalho dos jogadores. O presidente da entidade, Rinaldo Martorelli, critica a tentativa de alguns clubes de disputar todas as competições utilizando os mesmos atletas.

A discussão envolve a necessidade de conciliar o calendário esportivo com as condições de trabalho dos profissionais, incluindo períodos de recuperação e descanso.

Com a aproximação da temporada de 2027, a adaptação à nova jornada deverá entrar no planejamento dos clubes e nas negociações entre representantes dos atletas e das equipes.

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