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Clubes protestam contra proibição das bets na volta do Brasileirão

A retomada do Campeonato Brasileiro após a Data Fifa foi acompanhada por uma série de protestos contra a Medida Provisória que restringe a atuação das casas de apostas no Brasil. Nos seis jogos disputados nesta quarta-feira (7), mensagens críticas à medida foram exibidas nos painéis eletrônicos próximos ao campo.

Entre as frases apresentadas estavam “Proibir não é proteger”, “Não se muda a regra no meio do jogo”, “Proibir quem segue as regras favorece quem?” e “Quem lucra com as bets ilegais?”.

As manifestações são financiadas pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e contam com a participação de clubes ligados à entidade.

Flamengo prepara novo protesto

A mobilização deve ganhar força nesta quinta-feira (8), quando o Flamengo entra em campo. O clube é um dos principais críticos da medida e prepara uma manifestação mais incisiva contra a proibição.

A expectativa é de que a camisa rubro-negra possa levar a frase “Proibir não é proteger” no espaço destinado ao patrocinador máster durante a partida.

A reação dos clubes ocorre após a perda ou suspensão de acordos comerciais com empresas do setor de apostas. As equipes também precisam retirar as marcas das casas de apostas de uniformes, redes sociais, centros de treinamento e outros espaços de exposição.

Bets representam milhões em patrocínios

A medida tem impacto direto nas finanças dos clubes brasileiros. Dos 20 participantes da Série A em 2026, 14 possuem casas de apostas como patrocinadoras principais, segundo os valores listados.

Entre os maiores contratos estão os de Flamengo e Betano, estimado em R$ 220 milhões, e Corinthians e Esportes da Sorte, de R$ 150 milhões.

Veja os valores dos principais patrocínios de bets na Série A:

  • Flamengo — Betano: R$ 220 milhões
  • Corinthians — Esportes da Sorte: R$ 150 milhões
  • Palmeiras — Sportingbet: R$ 100 milhões
  • São Paulo — Superbet: R$ 90 milhões
  • Atlético-MG — H2Bet: R$ 60 milhões
  • Fluminense — Superbet: R$ 58 milhões
  • Botafogo — Vbet: R$ 55 milhões
  • Cruzeiro — Betnacional: R$ 50 milhões
  • Vasco — Sportingbet: R$ 50 milhões
  • Grêmio — Pitaco: R$ 46,7 milhões
  • Santos — Novibet: R$ 35 milhões
  • Vitória — 7K Bet: R$ 20 milhões
  • Remo — Vaidebet: R$ 12 milhões
  • Chapecoense — ZeroUm: R$ 10 milhões

Com a suspensão das ações de publicidade relacionadas às casas de apostas, os clubes terão de buscar novas fontes de receita para compensar os valores perdidos.

A discussão sobre os efeitos da medida deve continuar nos próximos dias, enquanto as equipes pressionam por mudanças nas regras e alertam para o impacto financeiro no futebol brasileiro.

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