A Ponte Preta está rebaixada para a Série C do Campeonato Brasileiro. A queda foi confirmada neste sábado (3), após a derrota por 2 a 0 para o Cuiabá, pela Série B. Com apenas 13 pontos conquistados, a equipe de Campinas não consegue mais alcançar o Botafogo-SP, primeiro clube fora da zona de rebaixamento, que soma 35.
O descenso acontece com sete rodadas de antecedência e coroa uma das campanhas mais difíceis da história da competição. Além da pontuação baixa, a Ponte Preta acumulou o maior jejum de vitórias já registrado na Série B.
Jejum histórico e queda antecipada
A equipe passou 22 partidas consecutivas sem vencer entre abril e setembro. A sequência negativa chegou ao fim somente na 29ª rodada, quando a Macaca derrotou o CRB por 1 a 0.
O rebaixamento também iguala um recorde negativo histórico da Série B. Desde a adoção dos pontos corridos, em 2006, nenhuma equipe havia confirmado a queda tão cedo. A Ponte Preta foi rebaixada na 31ª rodada, mesma marca alcançada pelo Duque de Caxias, em 2011.
A situação dentro de campo refletiu uma temporada marcada por problemas que ultrapassaram o futebol.
Crise financeira agravou situação
A Ponte Preta enfrentou dificuldades financeiras ao longo do campeonato, com jogadores e funcionários acumulando meses de salários atrasados. O clube também sofreu transfer bans, que impediram o registro de novos atletas.
O cenário provocou protestos do elenco, pedidos de rescisão contratual e até uma greve dos jogadores em agosto. Durante a paralisação, a equipe precisou recorrer a atletas das categorias de base para disputar uma partida da Série B.
A tentativa de reorganizar as finanças por meio da criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) também esbarrou em entraves jurídicos.
Com a queda confirmada, a Ponte Preta terá de disputar a Série C em 2027 e buscar uma reconstrução para tentar retornar à segunda divisão nacional.




