O Flamengo terá Arrascaeta fora de combate por até oito semanas. O meia sofreu uma fratura no rádio distal do punho esquerdo durante um amistoso pelo Uruguai e será submetido a uma cirurgia nesta quinta-feira (1º), após desembarcar no Rio de Janeiro na tarde de quarta (30).
O médico do clube, Fernando Sassaki, explicou que o procedimento será necessário para reposicionar o osso e estabilizar a região. A previsão inicial é de seis a oito semanas de recuperação, período que tira o uruguaio das semifinais da Libertadores e pode levar seu retorno para o fim de novembro.
Cirurgia busca acelerar recuperação
Segundo Sassaki, o procedimento consiste em colocar o osso novamente na posição correta e fixá-lo com uma placa e parafusos. Com a região estabilizada, o jogador poderá iniciar uma reabilitação mais rápida.
“A cirurgia consiste em recolocar esse osso no lugar, posicionar uma placa. Essa placa tem praticamente a mesma anatomia do atleta, são placas padronizadas que a gente coloca no local da fratura e fixa com parafusos. Imediatamente, esse osso já fica estável e a gente já consegue reabilitar ele de maneira acelerada”, explicou à Flamengo TV.
O médico destacou que a cirurgia também permitirá maior liberdade de movimentos e facilitará a manutenção do condicionamento físico durante o período de recuperação. A evolução será acompanhada diariamente, com avaliações clínicas e exames de imagem.
Para pessoas que não são atletas, uma fratura desse tipo pode exigir de oito a 12 semanas de recuperação. No caso de Arrascaeta, a previsão é menor devido ao acompanhamento especializado e à estrutura disponível no clube.
Arrascaeta está fora das semifinais
O prazo estimado de seis a oito semanas impede que o camisa 10 participe dos confrontos contra o Estudiantes pelas semifinais da Libertadores. Caso a recuperação siga o limite máximo previsto, o uruguaio poderá voltar apenas no fim de novembro, próximo à reta final da competição continental.
O jogador chegou ao Rio na quarta-feira e será internado na manhã desta quinta para realizar o procedimento cirúrgico.
Médico descarta proteção para retorno antecipado
Fernando Sassaki também descartou a possibilidade de Arrascaeta atuar utilizando apenas uma proteção no punho. Segundo o médico, o tratamento conservador exigiria uma imobilização que prejudicaria os movimentos necessários para um jogador de futebol.
“A fratura do Arrascaeta, quando possível, ser tratada de forma conservadora, ela é iniciada com uma imobilização axilo-palmar. É uma imobilização que vem da axila até o punho”, explicou.
Sassaki ressaltou que esse tipo de proteção comprometeria a biomecânica do atleta, dificultando movimentos como correr e preparar a perna para chutar a bola.
O departamento médico do Flamengo pretende acompanhar a evolução do meia durante todo o processo para determinar o momento adequado de retorno aos treinamentos e aos jogos.




