Publicidade

BNNR_WEB_BARFC_BAR

Notícias

Clubes e federações lançam manifesto contra proibição das bets e alertam para impacto no futebol brasileiro

Clubes de futebol e federações estaduais divulgaram, na noite desta quinta-feira (17), um manifesto conjunto intitulado “O Fim do Futebol Brasileiro” em defesa da manutenção do mercado regulado de apostas esportivas. O documento é uma resposta à possibilidade de o governo federal editar uma medida provisória proibindo o funcionamento de cassinos on-line no país. 

O que motivou o manifesto

A medida provisória em estudo pelo governo manteria as apostas esportivas de quota fixa, mas vetaria os chamados jogos de cassino on-line, como caça-níqueis, que hoje representam a maior parte da receita das operadoras. O texto foi publicado inicialmente pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, e recebeu adesão de clubes como Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Palmeiras, São Paulo e Santos, além de outras federações estaduais, como a cearense, e representantes do setor de apostas em reunião realizada no mesmo dia.

Os argumentos dos clubes

No manifesto, as entidades reconhecem os impactos sociais provocados pelo crescimento das apostas esportivas no país, mas defendem que a resposta deve ser o fortalecimento da fiscalização, da prevenção e da educação, e não o fim do mercado regulamentado. Segundo o texto, uma proibição não faria as apostas deixarem de existir, mas empurraria os consumidores para plataformas clandestinas, que não pagam impostos, não respeitam limites de aposta e não colaboram com as autoridades brasileiras. 

O peso financeiro das bets no futebol

O documento destaca que o patrocínio das casas de apostas se tornou uma das principais fontes de receita do futebol brasileiro nos últimos anos, com recursos que também chegam a clubes de menor expressão, divisões de acesso, categorias de base e ao futebol feminino. Segundo estimativas citadas pela imprensa, as bets pagam mais de R$ 1 bilhão por ano em patrocínios apenas aos clubes de Série A, e cerca de 90% das equipes da primeira divisão têm hoje contrato de patrocínio master com empresas do setor. para os signatários, uma mudança abrupta na regulamentação reduziria a capacidade de investimento dos clubes e poderia levar à revisão ou ao encerramento de contratos já firmados.

Publicidade

Publicidade

Design sem nome