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Rogério Ceni completa três anos no Bahia e se firma como um dos treinadores mais longevos do país

Rogério Ceni completou, nesta quarta-feira (9), três anos à frente do Esporte Clube Bahia. O técnico assumiu o comando em 9 de setembro de 2023, no lugar do portugês Renato Paiva, e se transformou num dos casos mais raros do futebol brasileiro: de um treinador que resiste ao tempo, às oscilações de resultado e às trocas constantes que marcam a maioria dos clubes no país.

Uma chegada em situação de emergência

Quando Ceni desembarcou em Salvador, a missão era clara: evitar o rebaixamento do Bahia à Série B. O objetivo só foi cumprido na última rodada daquela temporada, quando o Tricolor goleou o Atlético-MG por 4 a 1 e contou com uma combinação de resultados envolvendo Vasco e Santos para escapar do rebaixamento. A partir de 2024, o cenário do clube mudou. 

As marcas construídas ao longo da trajetória

Sob o comando de Ceni, o Bahia conquistou os Campeonatos Baianos de 2025 e 2026 – o primeiro bicampeonato estadual do clube desde 2001 – além da Copa do Nordeste de 2025. O feito mais simbólico, no entanto, foi o retorno à Libertadores em 2025, depois de mais de três décadas sem disputar a competição continental.

Em números, a permanência prolongada também rendeu marcas históricas. Ceni soma mais de 200 jogos como treinador do Bahia, o que o coloca como o técnico com mais partidas consecutivas na história do clube. Contando todas as competições, o treinador já acumula mais de 100 vitórias pelo Tricolor.

O segundo trabalho mais longevo do Brasil

A permanência de três anos coloca Ceni em uma posição de destaque no cenário nacional: atualmente, ele possui o segundo trabalho mais longevo entre os treinadores do futebol brasileiro, ficando atrás apenas de Abel Ferreira, no comando do Palmeiras desde novembro de 2020. Uma raridade num país onde trocar de treinador ao primeiro sinal de instabilidade é quase regra.

Uma temporada mais turbulenta

Apesar do retrospecto amplamente positivo, a atual passagem de Ceni também é marcada por contratempos. A temporada de 2026 trouxe eliminações precoces em competições paralelas, e a torcida vem demonstrando impaciência em determinados momentos do ano, ampliando a cobrança sobre o desempenho da equipe. Mesmo assim, o treinador segue com respaldo consolidado do Grupo City, controlador da SAF do Bahia, que reconhece Ceni como uma peça importante do projeto de longo prazo do clube em Salvador.

O que diz o próprio Ceni

Em declarações recentes, o treinador reconheceu a raridade de uma permanência tão longa em um único clube no cenário brasileiro e fez questão de dividir os méritos com a estrutura do Grupo City, evitando protagonismo pessoal. Ele também já havia comentado, em sua apresentação em 2023, que via no projeto do Bahia talvez a estrutura mais profissional que poderia escolher para trabalhar no país.

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