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Novas regras de arbitragem já surtem mudanças e Brasileirão tem mais tempo de bola rolando

As mudanças na arbitragem brasileira aprovada pela CBF já começaram a dar resultado já na rodada de estreia. Depois das primeiras partidas disputadas com as novas regras, na 23ª rodada do Brasileirão, o tempo médio de bola rolando por jogo subiu de 52 minutos e 54 segundos para 55 minutos e 29 segundos – um salto que já coloca a Série A à frente de ligas como a italiana e a espanhola nesse quesito. 

Como surgiram as mudanças

As alterações foram decididas em uma reunião realizada no dia 10 de agosto, no Rio de Janeiro, entre dirigentes dos clubes das Séries A e B e a CBF. Ao todo foram dez mudanças na arbitragem, inspiradas em regras já testadas pela Fifa durante a Copa do Mundo de 2026, com o objetivo de reduzir a chamada “cera” e tornar as partidas mais dinâmicas. Nove delas já estão em vigor, enquanto a última só passa a valer a partir de 2027. As medidas não se restringem à Série A: também alcançam as demais divisões do Brasileirão, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro Feminino A1. 

As principais regras em vigor

Entre as novidades, o goleiro passou a ter apenas oito segundos para ficar com a bola nas mãos, sob pena de conceder escanteio ao adversário. Cobranças de lateral e tiro de meta também ganharam limite de tempo, com tolerância de cinco segundos contados a partir do apito ou do momento em que o jogador tem a bola em mãos. Jogadores substituídos, por sua vez, têm dez segundos para deixar o campo. Também foi estabelecido que qualquer atleta que receba atendimento médico em campo deve permanecer fora por, no mínimo, um minuto antes de voltar à partida. O VAR também ganhou mais autonomia, podendo intervir em mais situações no jogo. 

Um problema identificado antes da Copa do Mundo

A decisão de mudar as regras não foi tomada de improviso. Um estudo da CBF, junto à CBF Academy e dados da Opta Stats Perform, identificou que a Série A tinha potencial de recuperar cerca de 6 minutos e 22 segundos de bola rolando por partida caso as medidas fossem adotadas, o que ajudaria a aproximar o campeonato da meta de 60 minutos de boa em jogo estabelecida pela Fifa.

O que dizem os dirigentes da CBF

Para Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF, o primeiro fim de semana com as novas regras trouxe um balanço positivo, ainda que seja cedo para falar em consolidação de resultados. Segundo ele, o aumento do tempo de bola rolando contribui diretamente para tornar o jogo mais fluido e dinâmico, entregando uma partida melhor ao torcedor. Já Sandro Meira Ricci, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, destacou que a mudança exige adaptação de todos os envolvidos – árbitros, clubes, atletas, comissões – e afirmou que a expectativa é de uma arbitragem cada vez mais proativa para agilizar os reinícios de jogo. 

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