O presidente do Vitória, Fábio Mota, explicou ao BNews os desdobramentos do transfer ban aplicado pela Fifa ao clube e garantiu que a diretoria já trabalha para resolver a situação. Segundo o dirigente, o Rubro-Negro terá um prazo de 60 dias para quitar ou negociar a dívida com o Portimonense, de Portugal, responsável por acionar a entidade máxima do futebol.
De acordo com Mota, a punição não causa impactos imediatos ao clube, já que o elenco está totalmente regularizado. “Temos 60 dias para pagar ou fazer acordo. Se a gente não fizer o acordo, a gente vai pagar. Nesse momento, não muda nada na vida do Vitória, a gente não tem nada para inscrever. Todos os nossos atletas estão inscritos”, afirmou.
Presidente responsabiliza atraso do Grêmio
O mandatário voltou a explicar que a dívida é consequência da negociação envolvendo o zagueiro Wagner Leonardo, atualmente no Grêmio. Segundo ele, o clube gaúcho não realizou o repasse das parcelas da transferência ao Vitória, o que levou o Portimonense, detentor de um percentual da venda, a cobrar diretamente o Rubro-Negro na Fifa.
“Em resumo, levamos transfer ban por causa do Grêmio, mas vamos ter que pagar para tirar o transfer ban, mesmo não tendo recebido do Grêmio”, declarou Fábio Mota.
Vitória já cobra valores na CBF
Além de negociar a quitação da pendência com o clube português para retirar a punição, o presidente revelou que o Vitória já adotou medidas para tentar receber os valores devidos pelo Grêmio.
Segundo Fábio Mota, o clube acionou o Tricolor gaúcho na Agência do Fair Play Financeiro da CBF para cobrar o pagamento referente à transferência de Wagner Leonardo. Enquanto busca resolver o impasse, o Vitória segue impedido de registrar novos jogadores até que a situação seja regularizada junto à Fifa.




