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Vinicius Júnior lamenta eliminação, defende Bruno Guimarães e faz promessa: “Não vou desistir”

Artilheiro da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, Vinicius Júnior falou pela primeira vez após a eliminação para a Noruega, nas oitavas de final. Bastante abatido, o camisa 7 reconheceu os méritos da equipe europeia, afirmou que o Brasil foi surpreendido pela estratégia do adversário e já projetou o próximo ciclo rumo à Copa de 2030.

Segundo o atacante, a Noruega conseguiu controlar a posse de bola e dificultou a pressão brasileira durante praticamente toda a partida.

“Nunca é nossa estratégia ficar atrás, mas a Noruega nos surpreendeu e conseguiu colocar muitos jogadores atrás da linha da bola, com o Odegaard controlando. Infelizmente, não achamos o momento correto da pressão. Perder e sair eliminado é muito triste, mas temos que seguir em frente”, afirmou.

Vini também destacou o impacto emocional de uma eliminação em Copa do Mundo e garantiu que seguirá trabalhando para voltar ainda mais forte no próximo Mundial.

“Copa do Mundo é sempre um momento muito especial e, quando perde, o baque é muito grande. Temos que seguir evoluindo, os jogadores mais jovens vão ter mais oportunidades. Tenho que treinar mais quatro anos de novo para estar aqui novamente”, disse.

Defesa a Bruno Guimarães

Um dos momentos mais debatidos da partida foi o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães ainda no primeiro tempo. Apesar de ser um dos principais nomes do ataque brasileiro, Vinicius revelou que a definição do cobrador foi feita antes da partida e saiu em defesa do companheiro.

“O pênalti é decidido antes do jogo, e o Mister (Ancelotti) decidiu pelo Bruno. Ele treinou muito bem nos últimos dias. Infelizmente são ocasiões do jogo. Espero que isso não manche a carreira dele dentro da Seleção. Eu nunca fujo da responsabilidade, só quero o melhor para a minha equipe e esperava que o Bruno era o melhor batedor”, explicou.

Foco no ciclo de 2030

Mesmo com a frustração da eliminação, Vinicius deixou claro que pretende liderar a nova geração da Seleção Brasileira e continuar perseguindo o sonho do hexacampeonato.

“Meu papel é tentar oferecer o melhor para a minha equipe, para o meu treinador e para o meu país. Não vou desistir de tentar botar o Brasil no topo outra vez”, declarou.

O atacante também analisou os minutos finais da partida e admitiu que o nervosismo prejudicou o desempenho brasileiro, além de reconhecer a qualidade da seleção norueguesa.

“O nervosismo da Copa do Mundo acaba nos afetando muito. Você chuta muitas vezes e não faz o gol, isso vai atrapalhando, a gente perde a cabeça e acaba tomando um gol do Haaland, que é um grandíssimo jogador e não precisa de muito para marcar. Desejo sorte à Noruega, que vem fazendo uma grande campanha”, concluiu.

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