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Ancelotti explica escolha de Bruno Guimarães para pênalti

Após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti explicou uma das decisões mais questionadas da partida: a escolha de Bruno Guimarães para cobrar o pênalti desperdiçado ainda no primeiro tempo.

Na entrevista coletiva, o treinador italiano revelou que a definição dos cobradores foi baseada em um levantamento estatístico elaborado pela comissão técnica ao longo dos últimos 12 meses, considerando o desempenho dos jogadores brasileiros e as características dos goleiros adversários.

Segundo Ancelotti, Neymar seria a primeira opção, mas não estava em campo no momento da penalidade.

“Fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor para bater o pênalti era o Neymar, depois o Igor Thiago, depois o Raphinha, depois o Bruno Guimarães e depois o Martinelli. Escolhemos o Bruno Guimarães porque pensamos que era o melhor no campo.”

Bruno cobrou no canto, mas parou em grande defesa do goleiro Ørjan Nyland, lance que poderia ter mudado o rumo da partida.

Renovação do meio-campo

Ancelotti também falou sobre o futuro da Seleção Brasileira após a eliminação e admitiu que a renovação do meio-campo será uma das prioridades para o próximo ciclo.

Com a despedida de Casemiro da equipe nacional, o treinador acredita que novos jogadores precisarão assumir protagonismo nos próximos anos.

“Temos que pensar. É bastante evidente que, no meio-campo, acho que têm que sair jogadores de nível, jovens. Temos jovens no futebol brasileiro que podem estar na Seleção no futuro.”

O italiano demonstrou confiança na nova geração e indicou que a equipe passará por mudanças visando a preparação para a Copa do Mundo de 2030.

Lamento pela eliminação

Apesar do resultado negativo, Ancelotti fez questão de elogiar o comprometimento do elenco durante o período em que esteve à frente da Seleção nos Estados Unidos.

O treinador afirmou que o ambiente construído durante a competição foi positivo e lamentou o fato de o Brasil não ter conseguido transformar o volume de jogo em classificação.

“Acho que é uma experiência. Da minha parte, estamos muito tristes pelo resultado, mas é uma experiência que foi bonita. Um bom grupo, agradecer aos jogadores que trabalharam bem, criaram um bom ambiente.”

Na sequência, o comandante reforçou que, na sua avaliação, a atuação brasileira merecia um desfecho diferente.

“Acho que pelo esforço de hoje não se merecia perder, mas temos que avaliar também…”

Com a eliminação nas oitavas de final, o Brasil encerra sua participação na Copa do Mundo de 2026 e inicia o planejamento para um novo ciclo sob o comando de Carlo Ancelotti, que agora terá a missão de reconstruir a equipe de olho no Mundial de 2030.

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