A goleada por 6 a 2 sobre o Panamá trouxe mais do que confiança para a Seleção Brasileira às vésperas da Copa do Mundo. O desempenho dominante do time no segundo tempo deixou Carlo Ancelotti satisfeito e, ao mesmo tempo, com uma missão mais difícil: definir a equipe titular para a estreia no Mundial.
Após a partida no Maracanã, o treinador italiano admitiu que a atuação dos jogadores que entraram no intervalo abriu novas possibilidades para a montagem da equipe e aumentou suas dúvidas de forma positiva.
Segundo tempo impressiona o treinador
Ancelotti destacou a qualidade apresentada pelos atletas que ganharam oportunidade na etapa final, quando o Brasil marcou quatro gols e transformou a vitória em goleada.
“A atuação da segunda parte foi importante para o time, para os jogadores que entraram, que mostraram qualidade, mostraram que podem competir com todos da lista”, afirmou.
Apesar dos elogios, o técnico ponderou que o Panamá diminuiu o ritmo após o intervalo, o que facilitou a criação de espaços para a equipe brasileira.
“Temos que ter em conta que o rival baixou o ritmo, teve menos intensidade e ofereceu mais oportunidade de mostrar qualidade. O primeiro tempo teve coisas boas e coisas a melhorar”, analisou.
Escalação ainda está em aberto
O comandante da Seleção revelou que o desempenho da segunda equipe levantou questionamentos sobre a formação ideal para a Copa e não descartou mudanças antes da estreia.
“Passa pela minha cabeça a possibilidade de mudar a equipe, a estratégia. O jogo da segunda parte coloca mais dúvidas. Isso para mim é bom, é importante ter dúvida positiva”, disse.
Segundo Ancelotti, a definição da equipe titular ainda depende dos treinamentos e da chegada de alguns jogadores que não estiveram à disposição no amistoso.
“Definido 100%, obviamente, não. Faltam jogadores. Faltam Marquinhos, Gabriel Magalhães, Martinelli. A lista não está completa. É fazer uma avaliação dos treinos nesses dias e tomar a decisão correta”, explicou.
Neymar por dentro e confiança no elenco
Outro tema abordado pelo treinador foi a utilização de Neymar durante a Copa do Mundo. Ancelotti deixou claro que pretende aproveitar o camisa 10 em uma função mais centralizada, longe das pontas.
“Ele tem que jogar por dentro do campo. Não vai jogar por fora. Vai atuar em uma dessas posições mais centrais”, afirmou.
O técnico também comentou o gesto de apoio de Marquinhos a Gabriel Magalhães após a final da Liga dos Campeões, elogiando o espírito de companheirismo dentro da Seleção.
Agora, o Brasil volta suas atenções para o último compromisso antes do Mundial. No próximo sábado (6), a equipe enfrenta o Egito, nos Estados Unidos, em seu derradeiro teste antes da estreia contra Marrocos, no dia 13 de junho.
Se antes a base da equipe parecia definida, a goleada sobre o Panamá mostrou que a disputa por vagas continua aberta. E isso, para Ancelotti, é um dos melhores problemas que um treinador pode ter.




