A decisão de Rogério Ceni de recuar Luciano Juba para uma função mais defensiva na eliminação do Bahia diante do Remo, pela Copa do Brasil, segue repercutindo, e os números da temporada colocam em xeque a justificativa apresentada pelo treinador.
Após a partida no Mangueirão, Ceni afirmou que a maior parte dos gols de Juba acontece em lances de bola parada, o que teria influenciado a escolha de utilizá-lo mais recuado, quase como um terceiro zagueiro. Os dados de 2026, porém, mostram outro panorama.
Artilheiro do Bahia ao lado de Willian José, Juba soma oito gols e três assistências na temporada, vivendo o momento mais goleador da carreira.
A origem dos gols de Juba em 2026
Dos oito gols marcados pelo camisa 46, apenas três nasceram em bolas paradas. A maioria veio justamente com a bola rolando, explorando infiltrações, chegadas na área e finalizações de média distância.
Bola parada (3 gols):
- Mirassol – pênalti
- Cruzeiro – pênalti
- Santos – cobrança de falta
Bola rolando (5 gols):
- Vasco – infiltração na área
- Bragantino – infiltração na área
- Athletico Paranaense – infiltração na área
- Barcelona de Ilhéus – chute de fora da área
- São Paulo – chute de fora da área
Melhor fase da carreira
Além de liderar a artilharia do Bahia, Luciano Juba também aparece como o lateral com mais gols entre atletas das principais ligas do futebol mundial em 2026, reforçando sua importância ofensiva.
O debate ganhou ainda mais força pelo contexto da eliminação: em uma noite decisiva, precisando buscar o resultado para seguir vivo na Copa do Brasil, o Bahia abriu mão de um de seus jogadores mais decisivos no setor ofensivo ao escalar Juba em uma função mais defensiva.
A escolha de Ceni segue gerando discussão nos bastidores e entre a torcida tricolor, principalmente porque, ao contrário da justificativa apresentada, os números mostram que o camisa 46 tem brilhado muito mais com a bola rolando do que em cobranças de falta ou pênaltis.




