Quase quatro anos depois da dolorosa eliminação para a Croácia na Copa do Mundo de 2022, Tite abriu o jogo sobre uma das decisões mais questionadas daquele duelo: a ordem dos cobradores na disputa por pênaltis.
Em entrevista ao ge, o ex-treinador da Seleção Brasileira reconheceu, sem rodeios, que errou ao deixar Neymar para a última cobrança.
“As críticas estão corretas”
Tite revelou que, na época, acreditava que colocar o camisa 10 por último poderia aliviar a pressão e transformar Neymar no responsável pela possível batida decisiva, cenário parecido com o vivido nas Olimpíadas de 2016.
Mas, hoje, ele pensa diferente.
“Eu errei. As críticas são justas. Se pudesse fazer novamente, Neymar bateria o primeiro pênalti”, admitiu o treinador.
Apesar da autocrítica, Tite ressaltou que a mudança não garantiria, necessariamente, a classificação do Brasil.
A saída para o vestiário
Outro momento marcante daquela eliminação também voltou à tona. Tite comentou sua ida direta para o vestiário logo após a derrota, atitude que gerou críticas na época.
O treinador afirmou que entende a repercussão, mas garantiu que não se arrepende da decisão.
Segundo ele, a escolha teve relação com sua forma de encarar vitórias e derrotas, sempre priorizando o respeito ao adversário e ao momento de dor vivido dentro de campo.
Números de uma era
Mesmo com o desfecho amargo no Catar, Tite deixou marcas importantes no comando da Seleção. Entre 2016 e 2022, foram 82 partidas, com aproveitamento superior a 80%, consolidando uma das passagens mais consistentes da história recente do Brasil.




