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Botafogo admite risco de falência e pede afastamento de John Textor à Justiça

A SAF do Botafogo informou à Justiça do Rio de Janeiro que vive um “inegável estado pré-falimentar”. No documento, o clube afirma não ter recursos para arcar com salários de jogadores e funcionários e admite que pode precisar vender atletas para gerar caixa.

A manifestação também inclui um pedido de afastamento de John Textor das decisões relacionadas à Eagle Bidco no que envolve o clube. Como alternativa, a SAF propõe a nomeação de Durcésio de Mello como gestor do Botafogo-empresa.

Urgência por salários

O clube solicitou caráter de urgência na decisão judicial. Isso porque os salários vencem na próxima segunda-feira (4), logo após o feriado de sexta (1º), o que aumenta a pressão interna por uma solução imediata.

Segundo o documento, a instabilidade na gestão tem travado qualquer tentativa de captação de recursos:

“Ninguém quer aportar dinheiro, emprestar valores ou negociar jogadores diante da inércia dos acionistas […] A gestão está engessada.”

Venda de jogadores como saída

Entre as alternativas para equilibrar as contas, a SAF cita negociações em andamento que podem gerar recursos rapidamente, seja por meio de empréstimos bancários ou da venda de atletas.

Sem revelar nomes, o clube afirma que já há tratativas avançadas, mas que dependem de estabilidade administrativa para serem concluídas.

Crise exposta

O cenário descrito evidencia um momento crítico nos bastidores do Botafogo, com impacto direto no funcionamento do futebol e na manutenção das obrigações básicas do clube.

A decisão da Justiça será determinante para os próximos passos da SAF, que corre contra o tempo para evitar um colapso financeiro imediato.

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