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Gabriel Paulista encara torcida e assume responsabilidade em crise do Corinthians

Sob um céu carregado de tensão, a manhã desta terça-feira (7) foi de mais um capítulo turbulento nos bastidores do Corinthians. Na porta do CT Joaquim Grava, torcedores voltaram a protestar, e, desta vez, encontraram em Gabriel Paulista um raro gesto de coragem em meio ao silêncio.

Alvo direto das cobranças, o zagueiro não se escondeu. Parou, ouviu, respirou fundo e respondeu. Sem rodeios, sem desculpas. Assumiu o peso da fase sombria que assombra o clube e chamou para si a responsabilidade que ecoava nas vozes da arquibancada.

“Vocês têm razão mesmo, podem cobrar. A culpa é de todo mundo. Eu sou o primeiro a assumir os meus erros, e o grupo também. A gente vai dar a volta por cima”, declarou.

Pressão explode nos bastidores

A cena simboliza um Corinthians acuado, pressionado e à beira do colapso esportivo. Outros defensores, como André Ramalho e Gustavo Henrique, também foram cercados e ouviram as críticas de uma torcida cada vez mais impaciente.

Os muros do CT falaram por si: faixas com frases duras como “Elenco vagabundo” e “Ou joga por amor ou joga por terror” escancararam o nível de insatisfação. Nos bastidores, cresce a desconfiança de que parte do elenco teria diminuído o ritmo em campo para acelerar a saída do técnico Dorival Júnior, após uma sequência amarga de nove jogos sem vitória.

Dentro das quatro linhas, o cenário é igualmente preocupante. A derrota para o Internacional empurrou o Corinthians para a 16ª posição no Brasileirão, com apenas 10 pontos, perigosamente próximo da zona de rebaixamento.

Missão urgente na Libertadores

Agora, sob o comando de Fernando Diniz, o desafio é imediato e decisivo. Sem tempo para cicatrizar as feridas, o time embarca para a Argentina, onde enfrenta o Platense, nesta quinta-feira (9), pela Libertadores.

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