A dança das cadeiras no Brasileirão ganhou mais um capítulo. A Chapecoense anunciou, nesta sexta-feira, a demissão do técnico Gilmar Dal Pozzo, pressionado pela sequência de resultados negativos.
Além dele, deixam o clube o auxiliar Emerson Nunes e o preparador físico Jaelson Ortiz. Em nota, a diretoria agradeceu pelos serviços prestados desde a chegada do treinador, em 2024.
Goleada foi o estopim
A saída veio logo após a dura derrota por 4 a 0 para o Atlético Mineiro, dentro de casa, resultado que escancarou a má fase e tornou a permanência do treinador insustentável.
Agora, a diretoria se movimenta para definir um novo comandante e tentar mudar o rumo da equipe na competição.
Da reconstrução à queda de rendimento
Dal Pozzo teve papel importante na recente história da Chapecoense. Foi ele quem liderou a campanha de retorno à Série A, após assumir o time em agosto de 2024.
O início de 2026 até animou: vitória por 4 a 2 sobre o Santos na estreia e expectativa de um ano competitivo. Mas o cenário mudou rapidamente.
Desde então, a equipe acumulou empates e derrotas, caiu de rendimento e hoje ocupa a 18ª colocação, com apenas sete pontos. O vice-campeonato estadual diante do Barra também pesou contra o treinador.
Números da passagem
Apesar do desfecho, Dal Pozzo deixa números relevantes: foram 88 jogos, com 37 vitórias, 27 empates e 24 derrotas, um aproveitamento de 52,3%.




