O clássico que terminou em pancadaria generalizada na final do Campeonato Mineiro, enfim, teve seu capítulo final fora de campo. Nesta terça-feira (24), o Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais bateu o martelo e definiu as punições para Cruzeiro e Atlético-MG.
Por meio de um Termo de Transação Disciplinar Desportiva, os clubes chegaram a um acordo para evitar sanções mais pesadas. A decisão prevê suspensão de quatro partidas para cada um dos 25 jogadores envolvidos na confusão que manchou a decisão estadual.
Além do gancho dentro de campo, o bolso também sentiu: cada clube foi multado em R$ 400 mil, somando R$ 800 mil. O valor será destinado integralmente à campanha Abrace Minas – Recomeço, que presta apoio às vítimas das chuvas na Zona da Mata mineira, um gesto que transforma punição em solidariedade.
Apesar do peso das sanções, há um alívio para as comissões técnicas: as suspensões valem apenas para competições organizadas pela Federação Mineira de Futebol. Na prática, os atletas seguem liberados para atuar normalmente no Brasileirão e na Copa do Brasil, deixando o cumprimento das penas para o Campeonato Mineiro de 2027.
Nem mesmo quem escapou das expulsões em campo ficou impune. Após análise das imagens, nomes como Lucas Silva, do Cruzeiro, e Vitor Hugo, do Atlético, também foram incluídos na lista de punidos.
Confira os atletas suspensos por quatro partidas:
Cruzeiro
Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo, Lucas Villalba, Lucas Romero, Walace, Matheus Henrique, Christian, Gerson, Lucas Silva, Kauã Prates e Kaio Jorge.
Atlético-MG
Everson, Gabriel Delfim, Lyanco, Junior Alonso, Ruan Tressoldi, Vitor Hugo, Renan Lodi, Ângelo Preciado, Alan Franco, Alan Minda, Mateo Cassierra e Hulk.
O episódio, que começou com bola rolando e terminou em caos, agora entra para a história como um dos capítulos mais turbulentos do futebol brasileiro.




