A Federação Senegalesa de Futebol anunciou que vai recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) após perder, nos bastidores, o título da Copa Africana de Nações. A decisão foi tomada depois que a Confederação Africana de Futebol (CAF) declarou Marrocos vencedor da final, dois meses após o jogo.
A comissão de apelação da CAF entendeu que o Senegal deveria ser punido com derrota por W.O., após abandonar o campo em protesto contra um pênalti marcado nos acréscimos.
Em nota, a federação classificou a decisão como “injusta, sem precedentes e inaceitável”, afirmando ainda que o episódio “desacredita o futebol africano”. O recurso ao TAS, com sede em Lausanne, já está sendo preparado.
O secretário-geral da entidade, Abdoulaye Seydou Sow, reforçou o tom de indignação: “Não vamos recuar. A lei está do nosso lado”, disse, chamando a decisão de “vergonha para a África”.
Final marcada por polêmica
Dentro de campo, o Senegal havia vencido a decisão por 1 a 0, com gol de Pape Gueye na prorrogação.
O lance que mudou a história do jogo aconteceu aos 90+8, quando um pênalti para Marrocos levou o técnico Pape Thiaw a ordenar que a equipe deixasse o gramado em protesto. Após cerca de 15 minutos, os jogadores retornaram e a partida foi concluída.
Virada nos bastidores
Apesar do resultado esportivo, a CAF considerou o abandono de campo uma infração grave ao regulamento. Com base nos artigos disciplinares, a entidade aplicou a derrota por W.O., registrando o placar de 3 a 0 para Marrocos e anulando o título senegalês.
A federação promete levar a disputa até as últimas instâncias, em um caso que deve seguir repercutindo no futebol internacional.




