O técnico Jorge Jesus revelou que não teria deixado o Flamengo se não fosse a pandemia de COVID-19. Em entrevista ao jornal Record, de Portugal, o treinador relembrou a passagem histórica pelo clube carioca entre 2019 e 2020.
Contratado em junho de 2019, Jorge Jesus conquistou cinco títulos em pouco mais de um ano no comando do Flamengo: Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro Série A, Supercopa do Brasil, Recopa Sul-Americana e o Campeonato Carioca.
Segundo ele, o elenco rubro-negro de 2019 foi um dos grupos mais comprometidos com que já trabalhou.
“Foi o grupo que mais se interessou e se preocupou comigo. Interessavam-se em saber o porquê dos exercícios e das conversas com alguns no treino. E eu ficava no relvado (gramado) a explicar-lhes tudo no final. Por isso eu não teria saído daquela Cidade Maravilhosa se não fosse a Covid-19”, afirmou.
Sensação de “prisão” durante a pandemia
O treinador também detalhou o período em que testou positivo para COVID-19 no Brasil. Segundo ele, o isolamento e o medo provocado pela doença no país foram determinantes para a decisão de retornar a Portugal.
“Os médicos visitavam-me vestidos com fatos anti-contágio e os funcionários do clube deixavam a comida à minha porta. Tocavam e fugiam antes de eu abrir. Sentia-me numa prisão. Via as notícias e no Brasil a Covid parecia sentença de morte. Então decidi: se era para morrer, que fosse em Portugal”, relatou.
Após deixar o Flamengo, Jorge Jesus assumiu o comando do Benfica. Atualmente, ele treina o Al-Nassr, da Arábia Saudita, com contrato até junho e negociações em andamento para renovação.
Flamengo foi o maior clube que treinou
Na mesma entrevista, o técnico português afirmou que o Flamengo foi o maior clube de sua carreira e destacou a rivalidade recente com o Palmeiras no cenário nacional.
“O maior clube que treinei foi o Flamengo. Segundo estudos, só o FC Barcelona supera a Nação Rubro-Negra em número de torcedores. Mas com a grandeza vem a exigência, por vezes sufocante”, concluiu.




