A retomada do Campeonato Brasileiro após a Data Fifa foi acompanhada por uma série de protestos contra a Medida Provisória que restringe a atuação das casas de apostas no Brasil. Nos seis jogos disputados nesta quarta-feira (7), mensagens críticas à medida foram exibidas nos painéis eletrônicos próximos ao campo.
Entre as frases apresentadas estavam “Proibir não é proteger”, “Não se muda a regra no meio do jogo”, “Proibir quem segue as regras favorece quem?” e “Quem lucra com as bets ilegais?”.
As manifestações são financiadas pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e contam com a participação de clubes ligados à entidade.
PROTESTO!
No clássico entre Botafogo e Vasco, no Nilton Santos, placas de publicidade exibem frases contra a proibição das bets no Brasil.
📸: @calvino_fc https://t.co/Gh78W7IUMQ
— 365Scores Brasil (@365ScoresBR) October 7, 2026
Flamengo prepara novo protesto
A mobilização deve ganhar força nesta quinta-feira (8), quando o Flamengo entra em campo. O clube é um dos principais críticos da medida e prepara uma manifestação mais incisiva contra a proibição.
A expectativa é de que a camisa rubro-negra possa levar a frase “Proibir não é proteger” no espaço destinado ao patrocinador máster durante a partida.
A reação dos clubes ocorre após a perda ou suspensão de acordos comerciais com empresas do setor de apostas. As equipes também precisam retirar as marcas das casas de apostas de uniformes, redes sociais, centros de treinamento e outros espaços de exposição.
Bets representam milhões em patrocínios
A medida tem impacto direto nas finanças dos clubes brasileiros. Dos 20 participantes da Série A em 2026, 14 possuem casas de apostas como patrocinadoras principais, segundo os valores listados.
Entre os maiores contratos estão os de Flamengo e Betano, estimado em R$ 220 milhões, e Corinthians e Esportes da Sorte, de R$ 150 milhões.
Veja os valores dos principais patrocínios de bets na Série A:
- Flamengo — Betano: R$ 220 milhões
- Corinthians — Esportes da Sorte: R$ 150 milhões
- Palmeiras — Sportingbet: R$ 100 milhões
- São Paulo — Superbet: R$ 90 milhões
- Atlético-MG — H2Bet: R$ 60 milhões
- Fluminense — Superbet: R$ 58 milhões
- Botafogo — Vbet: R$ 55 milhões
- Cruzeiro — Betnacional: R$ 50 milhões
- Vasco — Sportingbet: R$ 50 milhões
- Grêmio — Pitaco: R$ 46,7 milhões
- Santos — Novibet: R$ 35 milhões
- Vitória — 7K Bet: R$ 20 milhões
- Remo — Vaidebet: R$ 12 milhões
- Chapecoense — ZeroUm: R$ 10 milhões
Com a suspensão das ações de publicidade relacionadas às casas de apostas, os clubes terão de buscar novas fontes de receita para compensar os valores perdidos.
A discussão sobre os efeitos da medida deve continuar nos próximos dias, enquanto as equipes pressionam por mudanças nas regras e alertam para o impacto financeiro no futebol brasileiro.




