O Bahia deu mais um passo na construção do CFA Bahia, novo centro de treinamento do clube, localizado às margens da Via Metropolitana (BA-535), em Camaçari. Nesta terça-feira (6), o clube informou que as obras avançaram para a fase de terraplanagem após a conclusão da supressão vegetal.
A etapa envolve a movimentação de mais de 1,5 milhão de metros cúbicos de terra. Iniciada em julho e intensificada em agosto, a terraplanagem deve atingir o pico de atividades até janeiro de 2027 e tem conclusão prevista para fevereiro.
Atualmente, cerca de 100 trabalhadores e mais de 80 equipamentos estão envolvidos na execução dos serviços.
Complexo terá 12 campos e hotel para atletas
O CFA Bahia será construído em uma área de 560 mil metros quadrados e concentrará as estruturas das equipes masculina e feminina, além das categorias de base.
O projeto prevê 12 campos de futebol, um miniestádio com capacidade para mil pessoas, hotel para atletas, alojamento para jogadores da base e uma sede administrativa.
O investimento estimado é de aproximadamente R$ 300 milhões, com previsão de conclusão de todo o complexo para dezembro de 2027.
A proposta é que o novo espaço reúna em um mesmo local o futebol profissional masculino, as Mulheres de Aço e as divisões de formação do clube.
Obra segue exigências ambientais
De acordo com o Bahia, o empreendimento possui as licenças e autorizações necessárias para a execução dos trabalhos, incluindo a licença ambiental concedida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
A licença de instalação autorizou a supressão de vegetação nativa em 56,37 hectares, com validade de cinco anos. O documento estabelece mais de 40 condicionantes ambientais que precisam ser cumpridas ao longo do projeto.
Como parte das medidas de preservação, o clube mantém um viveiro com capacidade para 100 mil mudas. Atualmente, são cerca de 40 mil mudas de aproximadamente 80 espécies da Mata Atlântica, coletadas antes da retirada da vegetação.
As plantas serão utilizadas no paisagismo do complexo e no enriquecimento de áreas de preservação permanente. A construção do viveiro também contou com a participação de crianças da comunidade de Areias.
Fauna é monitorada durante as obras
A execução do projeto também envolve ações de resgate e acompanhamento da fauna local. Biólogos e veterinários monitoram os animais encontrados durante a supressão vegetal.
Os exemplares resgatados são encaminhados para áreas preservadas dentro do próprio empreendimento, onde passam pelo processo de soltura.
O Bahia também informou que mantém encontros mensais com moradores da região durante a execução das obras. A iniciativa busca manter um canal permanente de diálogo com a comunidade e acompanhar os impactos e avanços do projeto.




