A Etihad Airways, principal patrocinadora do Manchester City, anunciou nesta quinta-feira (1º) que avalia recorrer à Justiça contra a Premier League. A manifestação ocorreu após a entidade declarar o clube culpado por 115 irregularidades financeiras em um processo iniciado em 2018.
Em comunicado, a companhia aérea rejeitou qualquer associação com supostos acordos comerciais irregulares e afirmou que pretende analisar todas as alternativas jurídicas disponíveis. A empresa também questionou a forma como as informações relacionadas ao processo foram divulgadas.
“A Etihad Airways rejeita categoricamente qualquer constatação, conclusão ou insinuação que sugira que a companhia aérea tenha se envolvido, em algum momento, em acordos comerciais irregulares”, afirmou a empresa.
Empresa contesta divulgação do caso
A companhia, controlada por um fundo de investimentos de Abu Dhabi, criticou a Premier League e alegou que a divulgação das conclusões, após o que classificou como um período de vazamentos seletivos, provocou prejuízos à sua reputação.
A Etihad também destacou que seu nome não aparece na versão editada das conclusões divulgadas pela liga inglesa, apesar das referências às relações comerciais investigadas.
Outra patrocinadora do Manchester City, a fabricante japonesa Asahi, adotou uma postura diferente. Em comunicado breve, a empresa afirmou estar acompanhando o caso e o recurso apresentado pelo clube, mas preferiu não comentar o conteúdo da decisão neste momento.
Quais são as acusações contra o City?
A Premier League acusa o Manchester City de utilizar contratos comerciais que não refletiriam os valores reais das operações. Segundo a investigação, os acordos teriam servido para elevar artificialmente as receitas do clube e reduzir custos.
As conclusões do processo citam operações envolvendo empresas ligadas a Abu Dhabi, entre elas o Abu Dhabi United Group Investment & Development Ltd, proprietário do Manchester City, e a Fordham, que teria adquirido direitos de imagem de jogadores.
Segundo as acusações, o clube teria apresentado informações financeiras incorretas a auditores e órgãos reguladores. A investigação aponta ainda que as irregularidades teriam produzido uma redução de custos estimada em 900 milhões de libras, aproximadamente R$ 6,2 bilhões.
O processo também envolve alegações de violações das regras financeiras da Premier League e da Uefa, além de acusações relacionadas à colaboração do clube durante a investigação.
Manchester City recorre da decisão
O Manchester City rejeitou as acusações e apresentou recurso na quarta-feira (30), antes do prazo final estabelecido para esta sexta-feira (2).
Em comunicado, o clube afirmou possuir provas para sustentar sua defesa. O CEO Ferran Soriano também classificou as conclusões como resultado de uma “teoria da conspiração criada pela Premier League”.
O caso agora seguirá para uma Comissão Independente, responsável por analisar o processo e definir eventuais sanções. Entre as punições previstas estão multas, perda de pontos e outras medidas esportivas, caso as acusações sejam mantidas.




