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Clubes são convocados para reunião com ministros em Brasília para discutir impacto do fim das bets

Clubes e federações de futebol foram convidados para uma reunião com integrantes do governo federal amanhã, terça-feira (28), no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro tem como objetivo discutir os efeitos financeiros da Medida Provisória que proibiu o funcionamento das casas de apostas no país e buscar alternativas para reduzir o impacto sobre as receitas do esporte.

Quem participa 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve comparecer, mas a mesa de negociação contará com quatro ministros: Dario Durigan, da Fazenda; Paulo Henrique, do Esporte; Bruno Moretti, do Planejamento; e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também participa das discussões, e a expectativa é de que o convite alcance representantes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Segundo o governo, as conversas com dirigentes começaram há quase dois meses.

A proposta de crédito

O principal tema da pauta é a criação de uma linha de crédito destinada aos clubes, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e taxas inferiores às praticadas pelo mercado. A ideia é estruturar duas frentes: uma voltada aos passivos já acumulados pelas equipes e outra para crédito futuro. Segundo estimativas divulgadas pela imprensa, o valor total pode chegar a R$ 200 bilhões, contemplando clubes das duas principais divisões. Como argumento, os defensores da proposta destacam que os clubes hoje estão submetidos a regras mais rígidas de governança e controle financeiro.

O que muda a partir de outubro

Pela MP, a veiculação de publicidade de bets no país está proibida a partir de 6 de outubro. Com isso, na retomada do Brasileirão, no dia 7, os uniformes dos clubes já não poderão exibir marcas de casas de apostas. Dos 20 times da Série A, 13 têm contratos de patrocínio com empresas do setor, que somam mais de R$ 900 milhões fixos por temporada. Só Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras recebem, juntos, R$ 375 milhões por ano em contratos com bets.

Articulação dos clubes

Antes do encontro em Brasília, a Federação Paulista de Futebol (FPF) reuniu clubes filiados, na segunda-feira (28), para alinhar um posicionamento comum. A entidade trabalha na articulação do tema há cerca de um mês. Os clubes já haviam divulgado, no início do mês, um manifesto em defesa da manutenção do mercado regulado de apostas, mas, com a MP em vigor, o foco das negociações passa a ser a compensação financeira pelas perdas de receita.

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