Na primeira convocação da Seleção Brasileira após a Copa do Mundo, o volante Bruno Guimarães falou sobre o pênalti perdido na eliminação para a Noruega, nas oitavas de final. Durante entrevista coletiva em Brisbane, o jogador afirmou que ainda sente os efeitos do episódio e classificou o momento como uma ferida recente.
“É um sentimento muito ruim, definitivamente. Perder um pênalti faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer. Obviamente, é uma ferida, é uma cicatriz. Está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido. Mas faz parte do futebol. Que eu possa aprender com os meus erros, que é o mais importante”, declarou.
A cobrança aconteceu aos 13 minutos do primeiro tempo, quando a partida ainda estava empatada em 0 a 0. O Brasil acabou derrotado pela Noruega por 2 a 1, com Neymar marcando nos acréscimos.
Bruno explica escolha para bater o pênalti
Após a eliminação, surgiram questionamentos sobre o motivo de Vinícius Júnior não ter assumido a cobrança. Bruno Guimarães explicou que a definição foi feita pelo técnico Carlo Ancelotti durante a preparação para a partida.
“Sempre antes do jogo a gente tem a nossa preleção, e o professor determina quem vai bater. Eu fui o cara escolhido para bater. Ali na hora, teve jogadores que quiseram pegar a bola. Um jogador pega, passa para o outro, até para tentar enganar o goleiro. E foi isso que aconteceu, nada demais. O Vini não era. Quem tinha que bater o pênalti era eu”, afirmou.
O meio-campista também lamentou as críticas direcionadas a Vinícius Júnior e reforçou que a responsabilidade pela cobrança era dele. Bruno destacou ainda que o resultado afetou não apenas os jogadores, mas também a torcida brasileira.
“Fico triste pela cobrança sobre o Vini, mas, no momento, o pênalti delegado foi a mim. Acho que essa é a resposta que eu posso te dar. Fica triste o que aconteceu, não só pelo Vini, pelos outros jogadores, pela nossa torcida, por todo mundo que estava torcendo”, completou.




