A crise entre Uefa e Fifa pode ganhar um novo capítulo nos próximos meses. O presidente da entidade europeia, Aleksander Ceferin, articula um movimento para impedir que clubes do continente disputem o Mundial de Clubes de 2029, ampliando o confronto institucional com a Fifa.
Segundo o site talkSport, Ceferin pretende se reunir com Nasser Al-Khelaifi, presidente da Associação de Clubes Europeus (ECA) e dirigente do Paris Saint-Germain, para buscar apoio à proposta. O respaldo da ECA é considerado fundamental para que a ideia avance, já que a entidade representa os principais clubes do futebol europeu.
Mundial de Clubes pode virar novo alvo da disputa
Apesar da articulação, o plano enfrenta obstáculos. Além de depender da aprovação dos clubes europeus, Ceferin terá de convencer um dos principais aliados políticos do presidente da Fifa, Gianni Infantino. A edição de 2029 do Mundial de Clubes ainda não tem sede nem modelo de financiamento definidos.
O torneio foi disputado pela primeira vez em 2025, com o Chelsea conquistando o título. Para a próxima edição, a Fifa estuda ampliar o número de participantes de 32 para 48 equipes. Outro ponto que gera insatisfação é o atraso no pagamento das cotas de solidariedade prometidas aos clubes.
Entenda a crise entre Uefa e Fifa
O embate entre as entidades ganhou força após a apresentação do projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), que previa a criação de uma subsidiária para administrar os ativos comerciais da Fifa, incluindo as Copas do Mundo, com participação de investidores privados.
A proposta provocou forte reação da Uefa e de outras confederações, como Concacaf e AFC. Em reunião realizada na última semana, as 55 federações filiadas à entidade europeia anunciaram um boicote às competições organizadas pela Fifa enquanto o projeto permanecesse em discussão.
Diante da pressão internacional, a Fifa acabou desistindo da proposta, mas o desgaste institucional permanece e agora pode atingir também o futuro do Mundial de Clubes.




