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Impedimento semiautomático estreia no Brasileirão e participa de três decisões na 20ª rodada

A 20ª rodada do Campeonato Brasileiro entrou para a história ao marcar a estreia oficial do impedimento semiautomático na Série A. A nova tecnologia, implementada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em todos os estádios da elite nacional, foi acionada em três oportunidades durante o primeiro fim de semana de utilização.

O sistema participou diretamente da validação de um gol da Chapecoense e da anulação de outros dois, marcados por Bahia e Flamengo, reforçando a precisão das decisões relacionadas aos lances de impedimento.

Tecnologia foi decisiva em três partidas

A primeira utilização ocorreu no empate por 2 a 2 entre Santos e Chapecoense, no sábado (25). Aos cinco minutos do segundo tempo, o sistema confirmou que Giovanni Augusto estava em posição legal ao receber o passe antes de cruzar para Marcinho marcar o gol de empate da equipe catarinense.

No domingo (26), a tecnologia voltou a ser acionada no empate entre Bahia e Corinthians, na Arena Fonte Nova. O gol de Alejo Veliz foi invalidado após a animação em 3D apontar que Erick Pulga estava impedido na origem da jogada.

Poucas horas depois, no Maracanã, o impedimento semiautomático anulou o gol que daria a vitória ao Flamengo sobre o São Paulo. O sistema identificou que Wallace Yan participou da jogada em posição irregular antes da finalização de Samuel Lino.

Como funciona o impedimento semiautomático

O sistema utiliza entre 28 e 32 câmeras de alta velocidade instaladas em cada estádio, além de um sensor localizado dentro da bola. As câmeras monitoram constantemente a posição dos atletas, enquanto o sensor registra com precisão o instante exato do passe.

Com essas informações, o software cria uma animação tridimensional que identifica automaticamente se há impedimento. A análise é enviada para a equipe do VAR, responsável por confirmar a decisão da arbitragem.

Segundo a CBF, todos os estádios da Série A receberam a infraestrutura necessária para operar a tecnologia. A Central do VAR, localizada no Rio de Janeiro, conta com 10 salas integradas para monitorar os jogos, e árbitros, operadores e equipes técnicas passaram por treinamento específico antes da implementação do novo sistema.

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