Escalado para apitar o confronto entre França e Marrocos pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, o argentino Facundo Tello carrega no currículo um dos episódios mais inusitados da história recente do futebol sul-americano. Em 2022, o árbitro distribuiu dez cartões vermelhos na final da Supercopa da Argentina entre Racing e Boca Juniors.
A confusão começou nos acréscimos do segundo tempo, quando o placar estava empatado em 1 a 1. Jogadores do Boca reclamaram de um possível pênalti não marcado, e o tumulto terminou com as expulsões de Sebastián Villa e Johan Carbonero.
Na prorrogação, a situação ficou ainda mais caótica. Alan Varela recebeu o segundo cartão amarelo e deixou o Boca com nove jogadores. Pouco depois, Carlos Alcaraz marcou o gol do título do Racing, tirou a camisa durante a comemoração e também acabou expulso após receber a segunda advertência.
A celebração provocou uma nova confusão generalizada. Advíncula, Diego González e Carlos Zambrano, do Boca, além de Jonathan Galván, do Racing, receberam cartões vermelhos. Na sequência, Frank Fabra foi expulso pelo segundo amarelo, enquanto Darío Benedetto deixou o campo após insinuar que o árbitro estaria comprado.
Com apenas seis jogadores do Boca em campo, a partida precisou ser encerrada, confirmando o título do Racing. Além dos atletas, o então técnico dos Xeneizes, Hugo Ibarra, também recebeu cartão vermelho.
A escolha de Facundo Tello para França x Marrocos também gerou repercussão na Argentina. Isso porque a Fifa havia escalado anteriormente o francês François Letexier para comandar o duelo entre Argentina e Egito pelas oitavas de final, partida cercada de polêmicas de arbitragem e que terminou com vitória argentina por 3 a 2.
França e Marrocos se enfrentam nesta quinta-feira (9), pelas quartas de final da Copa do Mundo, em busca de uma vaga entre as quatro melhores seleções do torneio.




