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Uefa critica Fifa por liberar Balogun e diz que decisão ameaça credibilidade da Copa

A polêmica envolvendo Folarin Balogun ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (6). A Uefa divulgou uma nota oficial criticando duramente a decisão da Fifa de suspender a punição aplicada ao atacante dos Estados Unidos, que havia sido expulso na fase anterior da Copa do Mundo.

No comunicado, a entidade europeia classificou a medida como “inédita, incompreensível e injustificável” e afirmou que a decisão coloca em risco a integridade da competição ao abrir um precedente para casos semelhantes durante o Mundial.

Segundo a Uefa, a suspensão automática de um jogo após um cartão vermelho direto é uma regra objetiva e não deveria estar sujeita a interpretações ou exceções.

Entidade vê risco para a credibilidade do torneio

A nota destaca que diversos atletas já cumpriram suspensões automáticas nesta edição da Copa e que tratar o caso de Balogun de forma diferente compromete a igualdade esportiva.

Para a entidade, flexibilizar a aplicação da regra enfraquece a confiança nas competições organizadas pela Fifa.

“Quando a certeza das regras deixa de ser garantida pelos seus responsáveis, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é prejudicada”, afirmou a Uefa.

O posicionamento foi divulgado poucas horas antes do confronto entre Estados Unidos e Bélgica, válido pelas oitavas de final. Quem avançar encara o vencedor de Portugal e Espanha nas quartas.

Entenda o caso

Balogun foi expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina após atingir o tornozelo de um adversário com a sola da chuteira.

Inicialmente, o árbitro Raphael Claus não marcou a infração, mas mudou a decisão após revisão do VAR e aplicou o cartão vermelho direto, o que geraria suspensão automática para a partida seguinte.

Posteriormente, o Comitê Disciplinar da Fifa utilizou o artigo 27 do Código Disciplinar para suspender a aplicação da pena por um período probatório de um ano, tornando o atacante apto a enfrentar a Bélgica.

A entidade já havia adotado entendimento semelhante em relação a Cristiano Ronaldo, que também teve parte de uma suspensão anterior colocada em período probatório antes do início da Copa.

A decisão, porém, provocou forte reação nos bastidores do futebol internacional. Além da Federação Belga, agora a Uefa também contesta publicamente a interpretação adotada pela Fifa e afirma que a medida cria um precedente perigoso para futuras competições.

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