Às vésperas da abertura da Copa do Mundo de 2026, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, comentou a polêmica envolvendo o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos mesmo com documentação considerada regular.
Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (10), Infantino lamentou o episódio e ressaltou que a entidade esportiva não tem autoridade para interferir em decisões tomadas por governos e órgãos de imigração.
“Somos uma organização esportiva”
Ao abordar o caso, o dirigente afirmou que a Fifa busca auxiliar na resolução de problemas burocráticos relacionados ao torneio, mas destacou que questões migratórias estão fora do alcance da entidade.
“É lamentável o que aconteceu com o árbitro da Somália. Não controlamos tudo no mundo para mandar em governos e forças policiais. Somos uma organização esportiva”, declarou.
Caso acende alerta para o Mundial
Segundo autoridades norte-americanas, a entrada de Omar Artan teria sido negada por suspeitas de ligação com pessoas investigadas por envolvimento com organizações terroristas. Os detalhes do caso, porém, não foram divulgados oficialmente.
O episódio ocorre na reta final de preparação para uma Copa histórica, disputada simultaneamente em três países. A situação também expõe os desafios relacionados a imigração, segurança e logística em um torneio que reunirá seleções, profissionais e torcedores de diferentes partes do mundo.
A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) e será realizada de forma conjunta por Estados Unidos, México e Canadá.




