O Corinthians entrou na contagem regressiva para resolver uma pendência milionária que pode trazer sérias consequências ao clube. O Talleres, da Argentina, definiu o dia 12 de junho como prazo final e improrrogável para receber os valores restantes da negociação envolvendo o meia Rodrigo Garro.
A cobrança gira em torno de US$ 7 milhões, cerca de R$ 35,6 milhões na cotação atual. Caso o pagamento não seja efetuado até a data estabelecida, a equipe argentina promete levar o caso à Corte Arbitral do Esporte (CAS), buscando a aplicação das sanções cabíveis contra o clube paulista.
O alerta foi reforçado pelo presidente do Talleres, Andrés Fassi, que garantiu não haver margem para uma nova extensão do prazo.
Risco de nova punição preocupa diretoria
A situação acende um sinal vermelho nos bastidores do Parque São Jorge. Isso porque o Corinthians já enfrentou problemas recentes relacionados a atrasos em compromissos financeiros internacionais.
Nas últimas semanas, o clube foi alvo de punições ligadas às negociações do volante José Martínez, contratado junto ao Philadelphia Union, e do atacante Talles Magno, em acordo firmado com o New York City FC.
Agora, o temor da diretoria é que um novo descumprimento resulte em mais sanções, incluindo a possibilidade de um transfer ban, punição que impede o registro de novos jogadores e pode comprometer o planejamento da equipe para a sequência da temporada.
Garro virou peça central dentro e fora de campo
Contratado junto ao Talleres, Rodrigo Garro rapidamente se tornou um dos principais jogadores do elenco corintiano. No entanto, enquanto o meia segue sendo destaque dentro das quatro linhas, sua transferência continua gerando dores de cabeça nos bastidores.
Inicialmente, o pagamento deveria ter sido concluído até o fim de maio. Após negociações entre os clubes, os argentinos aceitaram adiar o vencimento para o dia 12 de junho, mas deixaram claro que não haverá nova flexibilização.
Com o prazo se aproximando, o Corinthians corre contra o tempo para encontrar uma solução financeira e evitar que a situação evolua para um novo embate nos tribunais esportivos internacionais.




