A eliminação do Bahia para o Remo na Copa do Brasil levantou questionamentos sobre as escolhas de Rogério Ceni, principalmente pela decisão de recuar Luciano Juba, um dos principais nomes do time na temporada, para a linha defensiva. Após a derrota no Estádio Mangueirão, o treinador explicou a mudança e defendeu a estratégia adotada.
Segundo Ceni, a ideia era melhorar a saída de bola e dar mais qualidade na construção das jogadas desde o campo defensivo. O técnico afirmou que, mesmo com a alteração, o Bahia criou oportunidades suficientes para buscar a classificação.
“A opção por Juba na construção foi para ter qualidade na saída de jogo. O modelo que usamos hoje nos trouxe todas as oportunidades: fizemos um gol, tivemos gols anulados, bola na trave e chances claras para vencer”, justificou.
Mesmo reconhecendo que Juba rende mais próximo do ataque, setor em que já soma oito gols e três assistências em 2026, Ceni explicou que a necessidade de equilíbrio tático pesou na decisão. O treinador destacou que precisou reorganizar o setor defensivo para encaixar melhor as disputas pelos lados do campo e viu na mudança a melhor alternativa para a partida.
Além da análise tática, Ceni também fez um desabafo sobre o momento vivido pelo Bahia e admitiu problemas graves de efetividade e consistência defensiva.
“A gente precisa de muita força para fazer gols, e eles não precisam disso para marcar contra a gente. Temos que ser mais efetivos. A eliminação é pesada, mas não podemos desistir”, declarou o comandante tricolor.




