O clássico mineiro teve dono, intensidade e provocação até o apito final. Na noite deste sábado (2), o Atlético-MG mostrou força diante do maior rival, bateu o Cruzeiro por 3 a 1 e colocou um ponto final na sequência de três partidas sem vencer no Campeonato Brasileiro.
Com uma atuação segura, intensa e cirúrgica, o Galo construiu a vitória com gols de Alan Minda, Maycon e Cassierra. Kaio Jorge ainda descontou para a Raposa, mas já era tarde para qualquer reação.
O resultado dá novo fôlego ao time alvinegro, que sobe para a 11ª colocação, com 17 pontos. Já o Cruzeiro, que vinha embalado por três vitórias consecutivas, estaciona nos 16 pontos e cai para a 14ª posição.
Galo começa voando e abre vantagem
O clássico começou elétrico, com marcação forte, divididas intensas e clima de decisão desde os primeiros minutos.
Melhor em campo, o Atlético precisou de apenas 11 minutos para incendiar a torcida. Após cruzamento para a área, Cassierra escorou com inteligência e Alan Minda apareceu livre para mandar para o fundo das redes, abrindo o placar.
Atrás no marcador, o Cruzeiro tentou assumir o controle da posse de bola, rondou mais o campo ofensivo, mas encontrou um Atlético bem compacto, organizado defensivamente e extremamente perigoso nos contra-ataques.
E foi justamente assim que veio o segundo golpe.
Aos 30 minutos, Minda invadiu a área e foi derrubado. Após revisão no VAR, a arbitragem confirmou o pênalti. Na cobrança, Maycon mostrou frieza, bateu firme e ampliou a vantagem alvinegra.
Expulsões, tensão e mais um golpe do Galo
Na volta do intervalo, o Cruzeiro tentou acelerar em busca de reação, mas o roteiro da partida ficou ainda mais complicado.
Aos 21 minutos, Keny Arroyo recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a Raposa com um jogador a menos.
O Atlético não perdoou.
Poucos minutos depois, Renan Lodi avançou pela esquerda e colocou a bola na medida para Cassierra, que mergulhou de peixinho e marcou o terceiro gol do Galo, praticamente liquidando o clássico.
O clima, que já era quente, ferveu de vez.
Aos 28, Kaiki Bruno também foi expulso após revisão do VAR, deixando o Cruzeiro com nove jogadores. Em seguida, Lyanco recebeu o segundo amarelo pelo Atlético e também foi para o vestiário mais cedo, aumentando ainda mais a tensão dentro de campo.
Cruzeiro desconta, mas reação para por aí
Mesmo em cenário adverso, o Cruzeiro ainda encontrou forças para diminuir.
Kaio Jorge sofreu pênalti já na reta final, assumiu a responsabilidade e converteu com categoria para descontar.
Mas a reação parou por aí.
O Atlético controlou os minutos finais, administrou a vantagem e celebrou uma vitória de peso sobre o maior rival, um triunfo que devolve confiança, moral e tranquilidade ao elenco alvinegro na sequência do Brasileirão.




