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Escândalo na Itália envolve jogadores em festas de luxo

Uma investigação explosiva na Itália lançou suspeitas sobre um esquema de festas de alto padrão que teria envolvido jogadores do futebol europeu, empresários e celebridades. Segundo autoridades, cerca de 50 atletas, incluindo nomes ligados a gigantes como Milan e Inter de Milão, estariam entre os clientes.

Esquema de luxo e bastidores ocultos

De acordo com o jornal La Gazzetta dello Sport, os eventos eram organizados por uma empresa com sede em Cinisello Balsamo, oficialmente registrada como agência de eventos. Na prática, porém, funcionaria como fachada para festas privadas com acompanhantes, realizadas em hotéis de luxo, restaurantes e casas noturnas de Milão.

Operação desde 2019

As investigações indicam que o esquema teria começado em 2019 e seguiu ativo até mesmo durante o período mais rígido da pandemia de COVID-19. Testemunhas afirmam que eventos continuaram acontecendo com frequência, inclusive durante o lockdown.

Escutas telefônicas revelaram detalhes do funcionamento: negociação direta com clientes, logística para envio de mulheres, organização das festas e controle financeiro. O esquema também incluía viagens internacionais, com destinos como Mykonos, na Grécia.

Prisões e suspeitas de exploração

A Justiça italiana determinou a prisão domiciliar de quatro suspeitos apontados como responsáveis pela operação. Segundo os investigadores, a empresa era usada como cobertura para atividades ilícitas, incluindo a intermediação de serviços sexuais.

Há indícios de que os organizadores ficavam com grande parte dos valores pagos, enquanto as mulheres recebiam apenas uma fração, além de relatos considerados abusivos, o que levanta suspeitas de exploração.

Relatos delicados e uso de substâncias

Entre os pontos mais sensíveis da investigação está o relato de uma mulher que afirma ter engravidado após encontro com um jogador. As identidades, no entanto, seguem sob sigilo.

Outro detalhe que chamou atenção foi o suposto uso de óxido nitroso, o chamado “gás do riso”, durante os eventos. A substância, que provoca euforia, não é detectada em exames antidoping, o que teria facilitado seu uso por atletas.

Nomes mantidos em segredo

Apesar da dimensão do caso, as autoridades ainda não divulgaram os nomes dos supostos envolvidos. A investigação segue em andamento e pode trazer novos desdobramentos nos próximos dias.

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