Publicidade

Notícias

Botafogo expõe crise com Textor e busca novos investidores

O Botafogo revelou, em nota oficial publicada nesta segunda-feira (13), detalhes do atrito nos bastidores com o empresário John Textor e indicou que pode seguir um novo caminho na gestão da SAF.

O clube associativo, presidido por João Pedro Magalhães, deixou claro que não pretende aceitar, neste momento, o novo aporte de 25 milhões de dólares (cerca de R$ 125 milhões) proposto pelo investidor.

Aporte em xeque

A proposta de Textor, formalizada por carta na semana passada, tinha como objetivo aliviar a crise financeira da SAF. Inclusive, uma Assembleia Geral Extraordinária está marcada para o dia 20 para discutir o tema.

Apesar disso, o Botafogo Social demonstrou resistência em assinar o documento necessário para viabilizar o investimento.

Segundo o clube, a situação atual exige cautela e uma análise mais profunda, especialmente diante de um cenário considerado mais grave do que o inicialmente previsto.

Críticas e preocupação com a gestão

Na nota, o Botafogo aponta preocupações com o cumprimento do Acordo de Acionistas e afirma que algumas obrigações deixaram de ser respeitadas ao longo do tempo.

O clube também menciona o litígio envolvendo sócios da Eagle Holdings, grupo ligado a John Textor, como um fator que amplia a instabilidade e exige atenção redobrada.

Sem citar diretamente acusações, o tom do comunicado é claro: há insatisfação com a condução atual e com o nível de compromisso apresentado.

Novos caminhos no radar

Diante do cenário, o Botafogo revelou que já está se movimentando nos bastidores.

Com apoio de assessores financeiros e jurídicos, o clube iniciou a avaliação de alternativas para o futuro da SAF e confirmou conversas com potenciais investidores e parceiros estratégicos.

A ideia é abrir espaço para novas composições que possam garantir mais estabilidade e sustentabilidade a longo prazo.

Prioridade: estabilidade imediata

Apesar das divergências, o clube reforçou que o foco principal neste momento é manter a operação da SAF funcionando e honrar compromissos.

O Botafogo também indicou que pode aceitar aportes emergenciais, desde que não envolvam estruturas societárias complexas ou aumentem o nível de endividamento.

Futuro em aberto

O comunicado evidencia um momento delicado e decisivo para o clube carioca. Entre tensões internas, incertezas financeiras e possíveis mudanças estruturais, o Botafogo vive uma encruzilhada nos bastidores.

O desfecho pode redefinir os rumos da SAF e impactar diretamente o futuro do Glorioso dentro e fora de campo.

Publicidade

Publicidade