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Textor propõe R$ 127 milhões ao Botafogo, mas plano trava em impasse

Os bastidores do Botafogo entraram em ebulição após uma carta pública de John Textor. O dono da SAF alvinegra propôs um aporte imediato de US$ 25 milhões (cerca de R$ 127 milhões), mas o investimento está longe de ser simples e esbarra em entraves estruturais e políticos.

Dinheiro na mesa, mas com condições

A proposta prevê a injeção do valor como capital próprio (equity), permitindo a emissão de novas ações sem aumentar o endividamento do clube. Na prática, seria um respiro financeiro imediato para o futebol.

O problema: a operação depende da aprovação do clube social. Sem esse aval, o aporte só poderia ocorrer como empréstimo, elevando a dívida e trazendo riscos jurídicos em caso de crise futura.

Engenharia financeira e plano global

O movimento faz parte de um plano maior de Textor, que busca consolidar seus clubes sob a Eagle Football Group e levar o conglomerado à Bolsa de Nova York.

Nesse modelo, a nova empresa assumiria o controle da SAF do Botafogo, hoje ligada à Eagle Bidco, com o compromisso de investir US$ 50 milhões em cinco anos, sendo os US$ 25 milhões atuais a primeira parcela, além de quitar US$ 40 milhões em créditos até 2026.

O cenário, porém, é complexo. A Eagle Bidco está sob administração judicial desde março, e a validação do negócio ainda depende de credores, como o fundo Ares.

Clube social freia avanço

Do lado do associativo, a cautela predomina. Sob comando de João Paulo Magalhães Lins, o clube aguarda um parecer do BTG Pactual antes de qualquer decisão.

Sem essa análise técnica, a assinatura dos documentos segue travada, e o dinheiro, por enquanto, não entra.

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