O Campeonato Brasileiro segue confirmando sua fama de impiedoso. Em apenas dez rodadas, dez treinadores já perderam o cargo, escancarando a pressão extrema por resultados e a baixa tolerância a oscilações dentro dos clubes.
A chamada “dança das cadeiras” domina os bastidores e mostra que, mais uma vez, a estabilidade é artigo raro na elite do futebol nacional.
Pressão que derruba trabalhos
Entre eliminações, inícios ruins e crises internas, nem nomes consagrados resistiram. Casos como os de Jorge Sampaoli e Fernando Diniz abriram a lista ainda em fevereiro, enquanto decisões polêmicas, como a saída de Filipe Luís após goleada, evidenciam que o desempenho em campo nem sempre é o único fator determinante.
Ao longo das rodadas, a sequência de demissões seguiu atingindo diferentes clubes, reforçando o cenário de instabilidade generalizada.
Lista de técnicos demitidos
- Jorge Sampaoli (Atlético-MG)
- Fernando Diniz (Vasco)
- Juan Carlos Osorio (Remo)
- Filipe Luís (Flamengo)
- Hernán Crespo (São Paulo)
- Tite (Cruzeiro)
- Juan Pablo Vojvoda (Santos)
- Martín Anselmi (Botafogo)
- Gilmar Dal Pozzo (Chapecoense)
- Dorival Júnior (Corinthians)
Cenário de instabilidade
O número expressivo de demissões logo no início do campeonato reforça um padrão já conhecido: no Brasileirão, o tempo é curto e a cobrança é constante. A cada rodada, mais do que pontos, técnicos colocam seus cargos em jogo e poucos conseguem resistir à pressão.




