Às vésperas de mais um teste de peso rumo à Copa do Mundo, Matheus Cunha abriu o jogo, e deixou claro: a Seleção Brasileira segue firme, confiante e com o sonho do Hexa pulsando mais forte do que nunca. Mesmo após a derrota para a França, o ambiente no grupo, comandado por Carlo Ancelotti, está longe de ser de desconfiança.
Titular e presença constante nas convocações, o meia-atacante garantiu que o revés recente não abalou o elenco. Pelo contrário. Serviu como combustível.
“Não mudamos nada da nossa confiança. Todos, jogadores, comissão, torcedores, sabem o que queremos: ser campeões e marcar nosso nome na história, como tantos ídolos já fizeram”, afirmou.
Cunha destacou que enfrentar seleções de alto nível, como França e Croácia, é essencial neste momento de preparação. Para ele, mesmo com o gosto amargo da derrota, há sinais claros de evolução.
“Eles têm mais tempo de preparação, mas, mesmo assim, tivemos condições de vencer. Isso mostra que estamos no caminho e que ainda temos uma margem grande de crescimento”, analisou.
Adaptação é a chave
Questionado sobre o desempenho abaixo do esperado de alguns jogadores em relação ao que apresentam nos clubes, Cunha foi direto: o problema não é individual, é coletivo.
Com atletas espalhados por diferentes ligas e estilos de jogo, o desafio é encaixar as peças rapidamente.
“Cada um vem de uma realidade diferente. O tempo de treino é curto, e a adaptação precisa ser rápida. Todos chegam com vontade de fazer acontecer, mas isso leva um tempo”, explicou.
Vestir a camisa da Seleção, segundo ele, está longe de ser um peso, é um privilégio.
“Estou em um dos maiores clubes do mundo, mas aqui é a camisa mais pesada que existe. É sobre se adaptar, entender o grupo e evoluir juntos”, completou.
Nada de protagonismo
Vivendo grande fase e ganhando espaço como titular, Cunha também tratou de afastar qualquer rótulo de protagonista ou “camisa 9 do Hexa”.
“Nunca busquei protagonismo. O mais importante é o grupo. Vestir essa camisa é fazer parte de algo maior, de um time vencedor”, disse.
Ele celebrou a sequência com Ancelotti e reforçou o espírito coletivo como peça-chave para o sucesso.
“Fico feliz por estar em todas as convocações. O protagonismo que todos querem precisa ser compartilhado.”
Croácia no caminho: mais que um jogo, uma oportunidade
O reencontro com a Croácia, adversária marcante na última Copa, é visto como uma chance valiosa, mas não como revanche.
“São seleções de altíssimo nível. Não encaro como revanche, e sim como uma oportunidade de crescimento. Com essa camisa, a gente entra sempre para vencer”, destacou.
Cunha também adiantou que o Brasil deve manter sua identidade ofensiva, mesmo diante de um adversário com meio-campo mais compacto.
“A ideia é atacar, mas com organização. O professor ainda vai definir detalhes, mas sabemos o que precisamos fazer.”
Fé, motivação e o sonho da Copa
Entre tática, adaptação e expectativas, Cunha ainda encontrou espaço para falar de fé e da energia que vem das arquibancadas, e de casa.
Com bom humor, revelou até uma “promessa” curiosa envolvendo sua cidade natal.
“A motivação só cresce quando a vitória não vem. Queremos dar respostas dentro de campo. E jogar contra a Croácia é uma oportunidade enorme pra todo mundo mostrar seu valor”, concluiu.
Quando é o jogo?
Brasil e Croácia se enfrentam nesta terça-feira (31), às 21h (horário de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando, em mais um amistoso preparatório para a Copa do Mundo.




