O Palmeiras ganhou um respiro fora de campo enquanto aguarda a recuperação de Piquerez. Após a lesão sofrida pelo lateral-esquerdo a serviço da seleção uruguaia, o clube contará com um mecanismo da Fifa que garante o pagamento integral dos salários do jogador durante o período de afastamento.
Na prática, o Verdão não precisará arcar com os custos fixos do atleta até que ele esteja apto a voltar aos gramados, um alívio importante diante de uma ausência que ainda não tem prazo definido.
Recuperação com foco na Copa
Apesar da falta de uma data oficial para retorno, a expectativa interna é positiva. A ideia é que Piquerez esteja recuperado antes da Copa do Mundo, o que influenciou diretamente na decisão pela cirurgia após a ruptura ligamentar no tornozelo esquerdo.
A lesão aconteceu na última sexta-feira (27), durante o amistoso entre Uruguai e Inglaterra. O lateral deixou o campo ainda no primeiro tempo, após um choque com o atacante Noni Madueke, visivelmente abalado e de maca. Posteriormente, foi cortado do duelo contra a Argélia.
Como funciona o “seguro” da Fifa
O mecanismo acionado pelo Palmeiras faz parte de um programa de proteção da Fifa para clubes que cedem jogadores às seleções nacionais.
Assim que a lesão é confirmada, a entidade passa a compensar financeiramente a equipe com pagamentos diários que podem chegar a 20 mil euros (cerca de R$ 120 mil). Em casos mais graves, com afastamento prolongado, o valor total pode atingir até 7,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 45 milhões).
Para sustentar o programa, a Fifa reserva anualmente cerca de 80 milhões de euros — quase R$ 500 milhões.
Não é novidade no futebol brasileiro
O recurso já beneficiou outros clubes do país. Em 2024, o Flamengo teve os salários de Pedro cobertos após uma lesão com a Seleção Brasileira. O próprio Palmeiras também já utilizou o mecanismo em 2016, quando Fernando Prass se machucou nas Olimpíadas do Rio.




