A vitória da Itália sobre a Irlanda do Norte ficou em segundo plano e o clima esquentou antes da decisão por vaga na Copa do Mundo. O motivo? Uma comemoração de jogadores italianos que não caiu nada bem e acabou virando combustível para o confronto contra a Bósnia.
O episódio ganhou força após atletas da Azzurra reagirem de forma animada à vitória bósnia sobre o País de Gales, resultado que definiu o adversário na final da repescagem europeia. A cena viralizou, foi interpretada como “escolha de rival” e chegou até Dzeko, e o atacante não deixou passar.
“A Itália não queria jogar no País de Gales, não sei por quê. Fomos lá e vencemos sem medo. Estamos falando de uma seleção que já ganhou quatro Copas do Mundo… se existe receio, tem algo errado”, disparou.
Clima de tensão
Às vésperas do duelo decisivo, Dzeko elevou o tom ao sugerir que a pressão pode pesar para os italianos, que tentam voltar ao Mundial após duas ausências seguidas.
“Eles têm muito em jogo depois de ficarem fora de duas Copas. Talvez também tenham dificuldades nessa partida”, provocou.
Apesar da declaração firme, o atacante adotou um discurso mais equilibrado ao comentar a polêmica em si, tratando o episódio como algo comum no futebol moderno.
“Todos têm preferências. Talvez a minha fosse não enfrentar a Itália. Mas hoje, com redes sociais, tudo ganha uma proporção muito maior”, ponderou.
Itália tenta esfriar o caso
Do lado italiano, o lateral Federico Dimarco tratou de minimizar a repercussão. Segundo ele, a reação foi espontânea, e não uma demonstração de desrespeito.
O jogador revelou, inclusive, que entrou em contato com Dzeko para esclarecer o mal-entendido.
Vaga na Copa em jogo
Com o clima já aquecido fora de campo, Bósnia e Herzegovina e Itália se enfrentam nesta terça-feira, às 15h45 (de Brasília), em um duelo que vale vaga na Copa do Mundo de 2026.
A partida promete ser intensa: em caso de empate, a decisão segue para a prorrogação e, se necessário, pênaltis.
Para a Itália, é mais do que uma classificação, é a chance de encerrar um jejum incômodo. Fora das Copas de 2018 e 2022, a Azzurra busca voltar ao maior palco do futebol mundial e evitar um novo capítulo de frustração.
Do outro lado, a Bósnia chega embalada e agora, também, provocada.




